Gartner revela 10 tendências tecnológicas em Infraestrutura & Operações

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A Gartner revela as 10 principais tendências de tecnologia em que os líderes de infraestrutura e operações (I&O) se devem concentrar para suportar as inovações nos negócios digitais.

As tendências de tecnologia que geram impacto em I&O dividem-se em três áreas: estratégica, tática e organizacional. Conforme afirma David Cappuccio, Vice-Presidente e Analista Emérito da Gartner, “essas tendências estão vinculadas aos aspectos da sociedade e dos negócios – e tudo terá impacto direto sobre a forma como as TI oferecerão serviços às companhias nos próximos cinco anos. A menos que os líderes de TI entendam como essas tendências estão a surgir e quais os efeitos em cascata que elas terão sobre as operações de Tecnologia da Informação, a influência sobre estratégia, planeamento e operações pode ser significante”.

Área Estratégica

1 – Desaparecimento do Data Center
A consultora prevê que, até 2020, mais serviços de computação terão sido vendidos pelos provedores em nuvem de Infraestrutura como Serviço (IaaS) e Plataforma como Serviço (PaaS) do que para implementação de um Data Center corporativo. As empresas e vendedores precisam se concentrar em gerir e alavancar a combinação híbrida de arquiteturas em cloud, fora da nuvem, in loco e hospedada.
 
2 – Fornecedores interconectados
Os fornecedores interconectados de Data Center estão preparados para cumprir a promessa de entregar centros como software definido, dinâmico e distribuído. A capacidade de monitorar, gerir e distribuir cargas de trabalho com agilidade ou fornecer rapidamente serviços LAN e WAN através de uma API  abre uma ampla gama de possibilidades.
 
3 – Containers, microsserviços e fluxos de aplicações
Containers, como o Docker, e microsserviços são a nova plataforma de aplicação para o desenvolvimento em nuvem. Os containers proporcionam uma forma conveniente de implementar o isolamento por processos, o que os torna ideais para o desenvolvimento de microsserviços em que as aplicações são construídas como um conjunto de pequenos serviços que funcionam como processos separados e comunicam através de mecanismos leves.
 
Área Tática

4 – TI conduzida por negócios
Pesquisas recentes da Gartner mostram que até 29% dos gastos com TI provêm de unidades de negócios em vez da TI tradicional, e que isso aumentará nos próximos anos. Este modelo é mais desenvolvido para proporcionar tecnicamente às pessoas com maior experiência em negócios um meio de implementar rapidamente novas ideias enquanto se adaptam ou entram em novos mercados da forma mais fácil possível.
 
5 – Data Center como Serviço
Os líderes de TI necessitam criar um modelo de Data Center como Serviço (DCaaS) em que a função das TI e do Data Center seja proporcionar o serviço e a velocidade corretos, com provedor e preço certos. As TI devem tornar-se um agente de serviços.
 
6 – Capacidade estagnada
A capacidade estagnada (itens que são pagos mas não usados) pode ser encontrada tanto num Data Center in loco quanto em nuvem. Os líderes de TI devem aprender a concentrar-se não apenas no tempo de funcionamento e disponibilidade, mas também na capacidade, utilização e densidade. A solução deste problema pode aumentar a vida de um Data Center existente e reduzir gastos operacionais.
 
7 – IoT
A Internet das Coisas (IoT) mudará a forma como os futuros Data Centers são criados e geridos e vai desenvolver volumes massivos de fluxo de informações de dispositivos, constantemente ou periodicamente, para empresas, departamentos do Governo e agências em todo o mundo. O departamento de I&O deve usar uma arquitetura de IoT que possua estratégias a longo prazo para IoT e Data Centers.
 
Área Organizacional

8 – Gestão de dispositivos remotos
Uma tendência crescente para muitas organizações com fábricas ou escritórios remotos é a necessidade de gerir ativos afastados de forma centralizada. A adoção rápida de soluções IoT pelas unidades de negócios introduziu um novo tipo de ativo: os sensores conectados. O sensor pode precisar de atualizações de firmware ou da substituição periódica de bateria, o que exigiria um novo nível de detalhe e controle dentro do sistema de rastreio e gestão de ativos.
 
9 – Ambientes de computação micro e de ponta
A microcomputação e a computação de ponta executam aplicações em tempo real que exigem resposta de alta velocidade nos servidores mais próximos. O atraso na comunicação é reduzido para alguns milissegundos – em vez de várias centenas de milissegundos. Estes ambientes descarregam alguns dos processamentos computacionais intensivos dos aparelhos dos utilizadores em servidores de ponta e tornam o processamento das aplicações menos dependentes da capacidade do dispositivo.

10 – Novas funções em TI
Conforme as TI evoluem para adotar estas tendências, alguns novos cargos serão necessários dentro das classificações de infraestrutura e operações. Em primeiro lugar está o agente de TI em nuvem, responsável por monitorizar e gerir os vários provedores de serviços. O próximo é o arquiteto de IoT, encarregado de compreender o impacto potencial dos vários sistemas de IoT nos Data Center. Também haverá a necessidade de um especialista, que pode evoluir para uma equipa, responsável por garantir a integração de novas iniciativas como nuvem, IoT e computação de ponta.


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