Foxconn pondera negociar com Sharp para resgatar a empresa

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A Foxconn anunciou a intenção de participar num resgate da Sharp, numa ação que tornaria a ligação entre ambas mais próxima. Caso o negócio tenha futuro, o investimento da Foxconn poderá representar o impulso necessário para que a Sharp recupere dos prejuízos dos últimos anos. O percurso da Sharp tem sido atribulado no que a

A Foxconn anunciou a intenção de participar num resgate da Sharp, numa ação que tornaria a ligação entre ambas mais próxima. Caso o negócio tenha futuro, o investimento da Foxconn poderá representar o impulso necessário para que a Sharp recupere dos prejuízos dos últimos anos.

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O percurso da Sharp tem sido atribulado no que a resultados diz respeito tendo apresentado níveis de prejuízo líquido, nos últimos quatro anos. Para o quarto trimestre, a empresa apresentou uma antevisão cujo prejuízo chegava aos 256 milhões de dólares, valor que, anteriormente, havia sido apontado como previsão de lucro líquido.

Tendo em conta as dificuldades desta fabricante japonesa de componentes eletrónicos, a Foxconn anunciou a intenção de participar num resgate financeiro da Sharp, empresa com a qual já tem ligações graças ao investimento na divisão de ecrãs de TV. Quase 40 por cento da fábrica da Sharp responsável pela produção destes equipamentos pertence à Foxconn, desde 2012.

Embora conhecida como Foxconn, a empresa de Taiwan está registada como Hon Hai Precision Industry e é sob esse nome que apresentou a possibilidade de aprofundar a sua parceria com a Sharp de modo a restabelecer esta fabricante. Caso a intenção se concretize, a Hon Hai poderá tornar-se também detentora de patentes tecnológicas da Sharp bem como de parte da força de trabalho.

Esta possibilidade surge ainda no contexto de investigação da Hon Hai no sentido de encontrar oportunidades de negócio vantajosas relativamente à expansão das suas linhas de componentes electrónicos, para que possa fortalecer a sua posição enquanto principal fabricante deste setor a nível global.

Em comunicado, a Foxconn – ou Hon Hai – explica que “qualquer investimento teria de ser baseado em consequências mutuamente benéficas”. As declarações, reportadas pelo The Wall Street Journal, apontam ainda para questões por resolver como “se a Foxconn terá o direito a participar na gestão do negócio para chegar ao objetivo comum de atingir um crescimento sustentável do negócio e retorno do investimento”.


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