Firewall é ferramenta favorita para empresas portuguesas

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Qual é a principal ferramenta de proteção utilizada pelas empresas portuguesas? De acordo com um pequeno estudo da Exclusive Networks, a firewall.

O estudo é pouco extenso, tendo inquirido 27 empresas em várias áreas, mas as conclusões são interessantes: apenas uma disse não usar firewall.

Os responsáveis indicaram que a firewall é uma das principais ferramentas de segurança, razão pela qual está a registar um forte crescimento. As firewalls de próxima geração são a escolha de 57% das empresas, e as firewalls mais tradicionais representam 39%.

Outro dado interessante é que, apesar de os antivírus se manterem como uma das primeiras ferramentas adotadas pelas empresas, existe uma crescente migração dos designados antivírus de rede (35%) para soluções de segurança end point (62%). No que diz respeito às soluções antispam, as empresas inquiridas continuam a preferir as appliances: cerca de 70% dos inquiridos usam appliances como método antispam, enquanto apenas 27% usam soluções cloud nesta área.

“O estudo mostra-nos que as empresas nacionais não só estão cada vez mais preocupadas com a segurança, como estão a avançar com importantes estratégias preventivas e bem definidas nesta área”, indica Elizabeth Alves, gestora de desenvolvimento de negócio da Exclusive Networks. “As redes empresariais enfrentam cada vez mais ameaças, nomeadamente agora com a mobilidade, e como tal é essencial que as companhias modernizem as suas soluções de segurança e protejam a sua infraestrutura”, acrescentou.

As soluções de segurança Proxy Web Standalone reúnem a preferência de 70% dos inquiridos, sendo que 27% revelaram não usar Proxy Web. A maioria das companhias também não usa APTs (54%).

Em relação às aplicações DDOS, 35% das empresas usam aplicações dedicadas e outros 35% preferem aplicações integradas. 30% dos inquiridos não utilizam esta solução. 50% das empresas responderam não ter soluções DLP.

Preocupações de segurança em 2016

A segurança móvel está no topo das preocupações das empresas portuguesas este ano (30%), devido ao facto de cada vez mais colaboradores utilizarem os seus equipamentos móveis pessoais dentro das redes empresariais. Seguem-se as áreas de APT/Sandbox e Modern Malware e de segurança aplicacional, ambas com 18,5% das respostas. A Cloud e a área de DDOS/Denial of Service são aquelas que menos preocupam as empresas nacionais.

Neste contexto, os inquiridos elegeram as áreas de APT (30%) e Gestão de segurança End Point (26%) como prioritárias para 2016, em termos de reforço de segurança. Apesar de o tema da cloud surgir no fundo da lista anterior, aparece em terceiro lugar na tabela de prioridades estratégicas para este ano (18,5%).

Questionadas sobre a forma como veem a evolução do departamento de TI da sua organização na área da segurança em 2016, 41% das empresas preveem um reforço tecnológico, um aumento da contratação de serviços externos e uma maior aposta na formação. A implementação de certificações é um tema que não reúne consenso. Das soluções apontadas pelo estudo, a ISO 270001 foi aquela que reuniu mais votos, com 22%, seguida pela proteção de dados com 18,5%. No entanto, 52% das empresas admitiram adquirir outras certificações que não estavam listadas pelo estudo.


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