FBI pode ter pago a hackers para entrar no iPhone 5c

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Surgiram novos dado no caso da FBI contra a Apple, sugerindo que a agência de inteligência pagoua hackers para conseguir entrar no iPhone 5c de um terrorista.

A versão anterior dos acontecimentos passava pela empresa israelita Cellebrite, especialista forense em cibersegurança e que tem contrato com o FBI desde 2013. No entanto, o Washington Post avança agora que terá sido com hackers profissionais que o iPhone 5c foi arrombado.

De acordo com a notícia, este foi um serviço especial prestado ao FBI depois de um grupo de hackers ter descoberto uma vulnerabilidade até aqui desconhecida no software do iPhone 5. Com esta informação, foi possível criar hardware que ajudou os agentes a descobrir os quatro dígitos do código de acesso sem ativarem o mecanismo de auto-destruição – que foi o problema desde o início.

Estes hackers, diz o jornal, especializam-se na procura de vulnerabilidades em software, que nalguns casos vendem ao governo norte-americano. No entanto, não têm um contrato com qualquer agência. São considerados “grey hats“, visto que as suas descobertas são usadas não para melhorar os produtos (como os white hats) mas para permitir a governos e agências governamentais certas ferramentas de vigilância.

O FBI ainda não decidiu se revela à Apple o sistema usado para desbloquear o iPhone 5c de Syed Farook, um dos dois terroristas que em dezembro mataram 14 pessoas em San Bernardino. A questão está neste momento a ser debatida por um comité liderado pela Casa Branca e que tomará a decisão de informar a empresa ou não.

De qualquer forma, a vulnerabilidade só funciona em iPhones 5c que corram o iOS 9, segundo revelou o diretor do FBI James B. Comey. Ou seja, não é uma chave para o iOS e não ajudará as autoridades noutros casos de polícia que envolvem iPhones.


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