Fast IT: a visão da Cisco para a IoE

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O Fast IT é o modelo operacional que demonstra os esforços da Cisco no sentido do desenvolvimento da Internet of Everything. Através deste novo paradigma de atuação, a fabricante de soluções de rede quer ajudar as empresas a capitalizarem as constantes e disruptivas transformações tecnológicas, como a Cloud, o Big Data e a Mobilidade. A

O Fast IT é o modelo operacional que demonstra os esforços da Cisco no sentido do desenvolvimento da Internet of Everything. Através deste novo paradigma de atuação, a fabricante de soluções de rede quer ajudar as empresas a capitalizarem as constantes e disruptivas transformações tecnológicas, como a Cloud, o Big Data e a Mobilidade.

cisco connect 2015A Internet of Everything, ou Internet de Todas as Coisas, ou, ainda, IoE, é por muitos considerada como o futuro da tecnologia. A emergência de tendências como o Big Data, as ligações sem fios, as soluções de mobilidade e a computação criam a comunicações entre dispositivos, ou machine-to-machine, “de máquina para máquina”, traduzindo à letra.

Neste sentido, a Cisco, sendo um grande player do setor das redes, mostrou-se determinada a investir no aprimoramento desta comunicação e em ajudar as empresas e demais organizações a tirarem o máximo partido deste novo paradigma tecnológico.

Sob o comando de Sofia Tenreiro, que recentemente ocupou o lugar de diretora-geral da Cisco em Portugal, a empresa quer potenciar as capacidades competitivas das empresas nacionais, ajudando-as a diferenciarem-se num “ecossistema competitivo”, onde os consumidores são mais exigentes e estão menos dispostos a abrir mão do seu tempo, e a conquistarem novos mercados para lá das fronteiras do seu setor doméstico.

Visto que o progresso digital transporta, inerentemente, diversas ameaças, que cada vez mais evoluem em termos de sofisticação, a Cisco está a procurar ser um parceiro constante das empresas que queiram embarcar neste novos mares da IoE. “Estamos num mundo onde os ataques são cada vez mais comuns”, disse Sofia Tenreiro, acrescentando que a Cisco pretende não só atuar no rescaldo do ataque, como no período que o antecede, com soluções de segurança preventiva.

A líder do segmento lusitano da Cisco afirmou, no decorrer de uma conferência de imprensa no evento Cisco Connect 2015, que começa a denotar-se uma reanimação dos investimentos em infraestruturas. “Este é o momento da infraestrutura”, disse Alexandre Santos, representante da Intel em Portugal, corroborando as declarações da diretora-geral.

Pode, então, esperar-se que este ano, em Portugal, seja registado um aumento das apostas na renovação das infraestruturas, calculando-se uma subida de dez por cento do mercado nacional. E os investimentos, segundo consta, virão tanto do setor público como do setor privado.

A nível nacional, esses esforços podem já ser observados. A cidade do Porto é um exemplo, com a adoção soluções de smart trashing, que permitem a otimização dos processos de recolha de resíduos urbanos. Estas novas soluções estão também presentes em várias outras regiões de Portugal, mas talvez a uma escala menor.

A Cisco estima que com o modelo Fast IT conseguirá reduzir os custos das empresas entre 20 a 25 por cento.

Olhando para 2015, a Cisco, contou Sofia Tenreiro, prevê um crescimento de dois dígitos. Por seu lado, Alexandre Santos, falando pela Intel, disse que espera alcançar-se os valores obtidos em 2010, ou seja, preconiza uma recuperação.

Ainda falando de 2015, a Cisco parece estar a apostar solidamente na segurança das redes, na otimização e simplificação das infraestruturas e na criação de valores para as empresas.

Uma das grandes apostas da Cisco tem sido a Colaboração. Este é um dos elementos-chave para a potenciação do negócio de uma empresa. Através de aparelhos como o DX80, o MX800 ou o MX700, a Cisco procura unificar a comunicações, musculando as capacidades das redes da empresa e alimentando a eficiência dos processos de tomada de decisão, o que, consequentemente, fará crescer o negócio.

Também a sua solução Converged Access, permite que uma empresa possa estar ciente da performance da sua rede, do volume e da origem dos acessos (tanto wireless como wired) e à mesma. Assim, pode gerir-se, através de uma maior visibilidade, uma rede, o que, consequentemente, aumentará a sua segurança.

Mas isto da Internet de Todas as Coisas (muitas vezes simplesmente conhecida como Internet das Coisas) tem muito que se lhe diga. Quantas mais ligações forem estabelecidas entre os inúmeros dispositivos, maior será a quantidade de dados gerados. Isto dá origem ao chamado Big Data, os grandes volumes de dados. “Hoje é importante saber filtrar as informações, saber o que é relevante e o que não é”, sentenciou Norberto Mateos Carrascal, diretor territorial para o Sul da Europa da Intel.

Desta necessidade de uma seleção eficiente para descobrir o diamante entre as pedras, ou seja, a informação crítica e utilizável entre os dados irrelevantes que para nada mais servem do que para ocupar espaço de armazenamento, nasceu, por exemplo, o CMX Analytics. Esta ferramenta de análise de dados atua, então, como crivo, que permite separar a chamada inteligência dos dados inconsequentes.

A Internet de Todas as Coisas é, portanto, um dos maiores focos de atuação da Cisco, para não dizer que poderá mesmo ser o motor uma nova era, de comunicação M2M (machine-to-machine), de uma rede universal e ubíqua, que liga dispositivos e humanos numa intricada malha tecnológica.


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