Falha redireciona utilizadores chineses para site norte-americano

Segurança

Durante mais de uma hora no dia 21 de janeiro, milhões de utilizadores chineses que tentavam aceder a sites autorizados foram automaticamente redirecionados para o site da empresa norte-americana Dynamic Internet Technology (DIT). O governo chinês põe em tese um ciberataque orquestrado pelo movimento Falun Gong. O problema deveu-se a uma alteração indevida realizada nos

Durante mais de uma hora no dia 21 de janeiro, milhões de utilizadores chineses que tentavam aceder a sites autorizados foram automaticamente redirecionados para o site da empresa norte-americana Dynamic Internet Technology (DIT). O governo chinês põe em tese um ciberataque orquestrado pelo movimento Falun Gong.

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O problema deveu-se a uma alteração indevida realizada nos servidores de nome de domínio, uma parte da estrutura da Internet responsável por fazer corresponder um nome de domínio ao respetivo endereço de IP. Segundo o governo chinês, acredita-se que o ataque terá sido planeado pelo grupo espiritualista Falun Gong, que é proibido em solo chinês.

Entre os sites mais afetados estiveram o Weibo, rede social mais popular na China, onde o Twitter e o Facebook são proibidos, o motor de pesquisa Baidu e o site de notícias Sina. Maioria dos sites que não terminavam com o domínio chinês (.cn) foram afetados.

De acordo com a Qihoo 360 Technology, empresa de segurança informática chinesa, o redirecionamento afetou cerca de dois terços do tráfego online do país. Bill Xia, dono da DIT, que curiosamente tem nacionalidade chinesa, confessou-se surpreso por todo o aparato da situação: “Foram centenas de milhar de utilizadores por segundo que estavam a ser direcionados para nós. Estavam a enviar a China inteira para nós, por isso foram centenas de milhões de utilizadores que visitaram, alegadamente, o nosso site”, afirmou.

Certo é que a Dynamic Internet Technology está normalmente bloqueada pelas autoridades chinesas e, por isso, acredita-se que disponibiliza aos utilizadores uma ferramenta gratuita chamada Freegate, que permite contornar as muitas limitações de acesso à Internet na China.

O governo chinês já se pronunciou entretanto sobre o sucedido: “Não sei quem fez isto ou de onde veio, mas quero salientar que isto nos lembra mais uma vez que manter a segurança na Internet requer uma cooperação internacional reforçada. Mais uma vez, isto mostra que a China é vítima de ataques informáticos”.


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