Facebook processado por jovem austríaco

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O Facebook está a ser processado por um estudante de Direito austríaco que acusa a rede social de utilizar indevidamente os dados pessoais dos utilizadores e de violar a privacidade destes. Mais de 17 mil pessoas por todo o mundo juntaram-se já à ação coletiva do jovem. O estudante Max Schrems apelou na semana passada

O Facebook está a ser processado por um estudante de Direito austríaco que acusa a rede social de utilizar indevidamente os dados pessoais dos utilizadores e de violar a privacidade destes. Mais de 17 mil pessoas por todo o mundo juntaram-se já à ação coletiva do jovem.

Facebook privacidade

O estudante Max Schrems apelou na semana passada aos mil milhões de utilizadores da rede social para que se juntassem à sua batalha judicial contra a titã da Internet.

As repercussões do seu protesto foram muito além do esperado, disse Schrems, acrescentando que a maior parte dos que a ele se aliaram nesta demanda são oriundos da Europa.

O querelador disse que tem recebido um grande apoio por parte de outros utilizadores e de defensores do direito à privacidade, e que muitos são aqueles que afirmam que já estava na altura de alguém fazer frente ao despotismo da rede social multimilionária.

Schrems exige compensações de 500 euros por cada utilizador pelas supostas violações da confidencialidade dos dados pessoais dos users operadas pelo Facebook, acusando ainda a plataforma de social networking de ter ajudado a infame Agência de Segurança Nacional a materializar o seu programa de monitorização PRISM, que vitimou não só utilizadores do Facebook como também de outros serviços da Internet.

Tendo já um caso pendente no Tribunal de Justiça Europeu, o jovem Max incitou outros a apoiarem o seu processo no tribunal de Viena.

O Facebook não é nenhum estranho a acusações de violação de privacidade, visto ser uma das plataformas com o maior número de utilizadores, chegando hoje aos 1,32 mil milhões. Foram-lhe já lançadas acusações de acesso indevido a informações pessoais dos seus utilizadores e de ter permitido esse acesso a terceiros, nomeadamente a entidades governamentais.

Gerida pelo jovem monopolista Mark Zuckerberg, a maior rede social do mundo comunicou um aumento de 61 por cento nas vendas do segundo trimestre, alimentado por uma forte estratégia de publicidade mobile, avaliando a empresa em quase 200 mil milhões de dólares.


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