Facebook coloca ferramenta de teste de tráfego em open-source

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Quando a rede a que temos acesso não possui as características necessárias para que possamos navegar na internet à velocidade esperada, as aplicações a que tentamos aceder tornam-se, muitas vezes, inúteis. Para garantir que os produtos desenvolvidos pelos programadores são adequados para todo o tipo de redes, o Facebook colocou em open-source a ferramenta Augmented

Quando a rede a que temos acesso não possui as características necessárias para que possamos navegar na internet à velocidade esperada, as aplicações a que tentamos aceder tornam-se, muitas vezes, inúteis. Para garantir que os produtos desenvolvidos pelos programadores são adequados para todo o tipo de redes, o Facebook colocou em open-source a ferramenta Augmented Traffice Control.

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Em 2013, uma equipa do Facebook começou a trabalhar numa ferramenta que permitisse testar com maior grau de fiabilidade o funcionamento das diferentes aplicações em redes com vários níveis de velocidade. Desse projeto surgiu a Augmented Traffic Control (ATC), pensada para programadores e tendo em consideração os utilizadores de países ou cidades com conexões mais lentas.

Aquando do desenvolvimento da ATC, o objetivo passava por testar as próprias aplicações do Facebook mas, agora, a rede social decidiu disponibilizar a ferramenta em open-source, através do site GitHub para que novas contribuições possam ser feitas.

Numa publicação, Manu Chantra e John Morrow do Facebook explicam que criaram “a Augmented Traffic Control com tecnologia open-source, construindo a partir do trabalho de outros” e querem, por isso, “dar à comunidade open-source o mesmo tipo de oportunidade para melhorar a partir das nossas ideias e inovar com as suas próprias”.

Para testar as aplicações, a equipa do Facebook experimentava as aplicações móveis em redes 2G para simular as condições adversas que poderiam ser encontradas noutras partes do mundo. Chantra e Morrow lembram que quando lançam “uma nova app ou funcionalidade no Facebook, normalmente é feito através de uma poderosa rede sem fios nos escritórios da América do Norte” e que estas são as redes utilizadas para construir os serviços.

“Porém, para uma larga percentagem de pessoas por todo o mundo, aceder ao Facebook requer conectarem-se a uma rede sem fios mais lenta e menos confiável”, concluem ambos. Um dos exemplos dados pelos dois refere a aplicação de chat Messenger do Facebook para a qual foram testados os momentos em que a app deveria enviar novamente as mensagens, caso estas não sejam entregues.

A ATC, tal como foi disponibilizada pelo Facebook, permite testar serviços em redes 2G, 3G, Edge ou LTE mas as possibilidades de atuação aumentam com a colocação no GitHub. Os programadores responsáveis pelo desenvolvimento de aplicações que devem ser lançadas mundialmente poderão ver nesta ferramenta uma possibilidade de garantirem que a maior parte dos futuros utilizadores poderão, de facto, tirar proveito das aplicações móveis criadas.


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