Europa tem 5,3 milhões de casas inteligentes

Inovação

O número de smart homes na Europa atingiu os 5,3 milhões em 2015, de acordo com dados do novo relatório da consultora Berg Insight. É o segundo maior mercado para o conceito de casas inteligentes, depois da América do Norte.

A região europeia deverá crescer 54% ao ano durante os próximos cinco anos, devendo chegar às 44,9 milhões de casas inteligentes em 2020. Isto significa que 20% do total de lares na Europa terá características de smart homes.

Os produtos mais bem sucedidos, diz a Berg Insight, são os termostatos inteligentes, sistemas de segurança, lâmpadas inteligentes, câmaras de rede e sistemas de áudio multi-divisão. Entre as fabricantes destacadas pela consultora estão a Philips Lighting, Honeywell, Belkin, Nest, Ecobee, MyFox, Sonos, Canary, Netatmo e D-Link.

O estudo também contempla fornecedores que vendem sistemas mais completos de automação para as casas inteligentes, que incluem um misto entre energia, segurança e comunicação: Verisure, eQ-3, RWE, Deutsche Telekom e Loxone na Europa.

No total, entre a região europeia e a norte-americana, a Berg Insight contabilizou 17,9 milhões de casas inteligentes no ano passado – 12,7 milhões na América do Norte, um crescimento de 56% face ao ano anterior.

“Espera-se que o forte crescimento do mercado continue por vários anos, levando o número de casas inteligentes na América do Norte para 46,2 milhões em 2020, o que corresponde a 35% de todos os lares”, lê-se no relatório. Já a Europa está “dois a três anos atrás da América do Norte” em termps de penetração e maturidade do mercado.

“Não há dúvida de que os consumidores irão possuir e usar uma grande variedade de objetos conectados nas suas casas, desde eletrodomésticos e iluminação a termostatos e aparelhos de segurança”, refere Johan Svanberg, analista sénior da Berg Insight.

Mas neste momento, o mercado ainda está na “infância”: os ecossistemas estão sub-desenvolvidos e muitos produtos são difíceis de usar. “Casos de utilização atrativos, aparelhos interoperáveis e interfaces de utilização bem implementadas são necessárias para acelerar o mercado”, avisa Svanberg.

A chave poderá estar em aparelhos comandados por voz, como o serviço Alexa da Amazon, o Siri da Apple através da plataforma HomeKit, a Cortana da Microsoft ou o novo Google Assistant da Alphabet.


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