Europa e EUA desmantelam organizações cibercriminosas

Segurança

Autoridades norte-americanas e europeias prenderam, esta semana, 16 indivíduos suspeitos de pertencerem a mercados cibernéticos ilícitos de contrabando de armas e drogas. Em adição, o alegado operador do website Silk Road 2.0 foi também colocado sob custódia. As autoridades norte-americanas disseram ontem que encerraram o site, sucessor do Silk Road, um mercado negro do mundo

Autoridades norte-americanas e europeias prenderam, esta semana, 16 indivíduos suspeitos de pertencerem a mercados cibernéticos ilícitos de contrabando de armas e drogas. Em adição, o alegado operador do website Silk Road 2.0 foi também colocado sob custódia.

Cibercrime

As autoridades norte-americanas disseram ontem que encerraram o site, sucessor do Silk Road, um mercado negro do mundo digital utilizado para operações de narcotráfico, e acusaram o alegado administrador da plataforma, Blake Benthall, de crimes como tráfico de drogas, branqueamento de capitais e hacking.

A Europol afirmou que as unidades de cibercrime norte-americana e europeia, numa rusga que envolveu 18 países, conseguiram deitar a mão a um milhão de dólares em Bitcoins, e cerca de 223 mil dólares em dinheiro, prata, ouro e narcóticos.

Troels Oerting, o responsável do centro de cibercrime da Europol, disse que a operação conseguiu destruir parte significante da infraestrutura para o comércio online ilegal de drogas e armas nos países envolvidos. Contudo, Oerting avançou que os websites de comércio ilícito são facilmente criados e que têm vindo a estender-se por vários países.

As rusgas, no âmbito de uma operação denominada Onymous, foram executadas na Bulgária, na República Checa, na Finlândia, na França, na Alemanha, na Hungria, na Irlanda, na Lituânia, em Luxemburgo, na Holanda, na Roménia, em Espanha, na Suécia, na Suíça, no Reino Unido e nos Estados Unidos. Sem avançar pormenores relativamente às acusações, a Europol disse ter capturado 16 indivíduos que operavam sites ilegais.

As organizações criminosas recorreram à rede Tor para ocultar as suas identidades e IPs.

Na operação estiveram envolvidos o Centro de Cibercrime da Europol, o FBI e oficiais do departamento de imigração e de segurança interna dos EUA.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor