ESPECIAL| SAP: Cloud é a área de maior crescimento

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Se a cloud é importante para a SAP? A resposta não podia ser mais clara: a nuvem representa a área de maior crescimento na SAP, tendo apresentado um aumento excecionalmente forte em 2015. “Hoje, à sua escala, a SAP é a empresa com o mais rápido crescimento na cloud, com cerca de 95 milhões de subscritores no mundo”, disse Inês Vaz Pereira, Head of Cloud Business, SAP Portugal.

O tema governança é, hoje, a principal dúvida das empresas quando pensam a sua abordagem ao cloud computing? Que outras dúvidas assolam os vossos clientes?

Quando deparamos com a necessidade dos nossos clientes decidirem sobre quem recai a responsabilidade de gestão de uma solução cloud nas suas organizações, a nossa experiência demonstra-nos que a área de Sistemas de Informação (SI) mantém um papel ativo e com toda a mais-valia que representa.

O fato de estar em cloud apenas significa que a manutenção e atualização fica ao encargo do produtor do software, mas sem dúvida que a gestão do mapa das soluções tecnológicas (sejam ou não cloud) dentro da organização concentra-se na responsabilidade das áreas SI.

O que as soluções cloud oferecem é uma autonomia de configuração e adaptação ao nível das funcionalidades, o que muitas das vezes orienta a que sejam as áreas funcionais a atuar como o principal owner do processo. Por exemplo, soluções especializadas de gestão de Recursos Humanos como o SAP SuccessFactors são soluções construídas com base em processos de desenvolvimento e gestão de talento / capital humano, onde as configurações ao nível de workflows, escalas, competência, objetivos, matrizes de talento, etc., claramente enquadram-se no modelo de governance da responsabilidade da área de RH.

Em resposta à segunda questão, na nossa opinião, quando na nossa vida pessoal é dado um lugar natural a soluções cloud para uso pessoal, as dúvidas na vertente profissional são propriamente mais mitos do que medos assoladores. Os mitos, desmitificam-se e rapidamente deixam de haver dúvidas que impeçam as empresas de evoluir nas suas tecnologias e nos roadmaps mais assertivos do seu mapa tecnológico. É importante saber ouvir as dúvidas dos nossos clientes e seguir uma metodologia assente na transparência para esclarecer os nossos clientes. Caso contrário, sabemos que dúvidas geram mais dúvidas.

Por exemplo, existem normas suficientes para suportar o movimento de dados de uma plataforma de cloud computing para outra?

As normas de proteção de dados pessoais e de privacidade são extremamente claras e exigentes e consideramos que até à data têm-se revelado suficientes para os clientes nos dois sentidos: reativa e proactivamente. A essas normas, acrescentam-se as normas legais imperativas e que vigoram em cada País, que complementam qualquer e eventual “detalhe” que tenha ficado por normalizar ou cujo contrato estabelecido não inclui.

Acima das normas, deverá existir o bom senso. Tratam-se de dados da organização: informação privilegiada que por ser core para a organização deve ser movimentada e monitorizada de acordo com um plano de segurança e um plano de disaster recovery assegurado por entidades competentes. As boas-práticas muitas das vezes valem mais que as normas definidas.

A IDC (International Data Corporation) divulgou uma pesquisa na qual expressa que no primeiro trimestre do ano passado os investimentos globais em cloud eram cerca de 26%, enquanto que o mesmo número, quando se trata de investimentos na infraestrutura física, aumentaram 6,1%. Confirmam esta tendência?

No caso específico da SAP, essa tendência não se tem verificado. Veja o exemplo de uma das nossas mais destacadas soluções: quando a revista Forbes publicou a lista das 500 maiores empresas do mundo, 50% utilizam esta solução cloud SAP SuccessFactors de forma privilegiada. Os restantes 50% estão divididos pelos outros players do mercado. Mas 50% são cloud e SAP SuccessFactors. Penso que isso só por si revela que a tendência está a mudar.

A tendência de evolução, quer na procura pelas empresas nacionais, quer na continuidade do compromisso da SAP, será uma tendência diretamente proporcional. Além disso, a crescente utilização por parte dos nossos clientes confirma que a evolução será muito positiva.

As consultoras advogam ainda que a adoção da nuvem em larga escala e a concorrência entre os fornecedores das tecnologias tem diminuído o custo da nuvem privada. Corroboram esta opinião?

Esse argumento é muito perigoso, pois generalizam-se âmbitos de especialidade em soluções cloud que nem sempre são comparáveis e por tal, na nossa opinião não deve ser linear a relação escala vs. custo de forma transversal para toda a cloud. Já trabalhei com soluções cloud em que esse princípio tinha uma execução lógica e uma aplicabilidade sob o ponto de vista de gestão, mas noutros casos, seguir esse princípio seria arruinar por completo a própria sobrevivência da solução.

Exemplificamos com uma situação real: imagine-se um cenário de uma solução cloud numa linha de negócio altamente especializada, flexível e configurável, cuja evolução e a aposta em R&D oferece aos seus clientes novas releases evolutivas a cada três meses. Este investimento constante na solução por parte do seu fabricante representa por si um ganho incalculável para o cliente e não deixa de ser uma evolução tecnológica aplicável a larga escala mas suportada por um grande investimento do produtor de software. O modelo de escala vs. diminuição do custo perde qualquer aplicabilidade, neste cenário, pois a equação de gestão deixaria de ser sustentável e ambos perderiam.

Para a SAP, o interesse primordial é que os nossos clientes tenham a melhor solução cloud a curto, médio e longo prazo e ao termos uma estratégia adequada a cada solução é a melhor solução para os clientes.

O que tem vindo a mudar, em Portugal, na adoção do cloud computing por parte das empresas?

A disciplina e a estandardização dos processos. É importante ter a consciência que as soluções cloud são standard, ou seja, os modelos de gestão estão pré-definidos e respeitam as melhores práticas do mundo. Por isso, também os clientes beneficiam de implementações mais rápidas e ágeis.

Estes tem sido os quick-wins mais comuns que revertem em mudanças de comportamento de gestão muito importantes.

2016 vai ditar a “morte” das nuvens públicas empresariais?

Nada nos transmite a ideia que as nuvens públicas empresariais tenham um fim à vista.

Mais do que uma guerra pelas infraestruturas, agora vamos ter uma verdadeira luta pelas aplicações?

O mercado é vasto, mas ao mesmo tempo limitado e a “disputa” existirá sempre, pois assim se criam relações concorrenciais favoráveis ao cliente. O que se espera, todavia, é que essa disputa seja justa, transparente e honesta.

O que distingue a vossa abordagem à cloud dos restantes players?

A nossa abordagem à cloud diferencia-se essencialmente por uma especialização por linhas de negócio. Atualmente, possuímos mais de 30 soluções para todas as áreas e suites de negócio.

Ao nível dos Human Resources, somos enquadrados como líderes, com a solução SAP SuccessFactors, por muitos analistas de mercado. Ao nível da interação com os clientes, muitas são as novidades que existem na solução SAP Hybris e que os clientes estão a explorar no que ao customer engagement diz respeito. Já na área de gestão de fornecedores e redes de negócio, empresas bastante sólidas estão a usar toda a potencialidade das soluções Ariba. Por último, em termos de Suites, disponibilizamos todo o ERP da SAP na cloud.

A SAP é a empresa de cloud virada para o negócio. Estamos comprometidos em disponibilizar a inovação e a agilidade que as empresas procuram para acabarem com a complexidade, disponibilizando soluções que permitem realizar tarefas sofisticadas de forma simples. Com a SAP, as empresas de todas as dimensões podem executar os seus negócios na cloud, através de uma plataforma integrada. Para tal, disponibilizamos clouds públicas, privadas (HANA Enterprise Cloud) e soluções de cloud para que os nossos clientes possam começar num ponto e atingir objetivos mais amplos, dependendo das suas necessidades de negócio.

Que percentagem do vosso negócio é já conquistado através deste modelo?

A cloud representa a área de maior crescimento na SAP, tendo apresentado um crescimento excecionalmente forte em 2015. Hoje, à sua escala, a SAP é a empresa com o mais rápido crescimento na Cloud, com cerca de 95 milhões de subscritores no mundo.


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