ESPECIAL | OutSystems: grau de sofisticação dos objetivos na cloud evoluiu

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O grau de sofisticação dos objectivos de negócio a atingir com o cloud computing tem vindo a evoluir. E cada vez mais se trata de ser mais ágil na transformação do negócio, de melhorar a experiencia e a performance dos seus clientes, diz Miguel Lopes, vice-presidente de product management da OutSystems. 

 

O tema governança é, hoje, a principal dúvida das empresas quando pensam a sua abordagem ao cloud computing? Que outras dúvidas assolam os vossos clientes?

As grandes tendências que vemos nos nossos clientes são de transferirem mais carga de sistemas de IT para a cloud, ou para aumentos de produtividade, como a nossa platforma OutSystems, ou para a redução de custos operacionais como alguns fornecedores especializados de Iaas (infraestrutura (de IT) como um serviço.
Gradualmente há mais tipos de aplicações como portais de clientes e fornecedores, ambientes de teste e desenvolvimento e até servidores de conteudo distribuidos (CDN)  que têm máxima vantagem estarem na cloud e não em data centers proprietários.

Por exemplo, existem normas suficientes para suportar o movimento de dados de uma plataforma de cloud computing para outra?

Existem várias opções para suportar transferência de dados entre plataformas de cloud, e não estão dependentes de quantidade de normas. Desde as opções de imagens virtuais, a tecnologias de containers que estão a emergir sem norma fechada e novas opções de DBaas (Bases de Dados como um serviço), há uma série de alternativas para transferir dados entre cloud computing platforms.

A IDC (International Data Corporation) divulgou uma pesquisa na qual expressa que no primeiro trimestre do ano passado os investimentos globais em cloud eram cerca de 26%, enquanto que o mesmo número, quando se trata de investimentos na infraestrutura física, aumentaram 6,1%. Confirmam esta tendência?

Confirmamos plenamente, porque na nossa base de clientes vemos essa transformação: há uns anos eram maioritariamente as pequenas e médias empresas que estavam a adoptar cloud computing em volume; neste momento vemos por exemplo empresas europeias de escala global a adoptarem esse modelo como o mais ágil para resolver as suas disponibilidades de aplicações à volta do globo.

As consultoras advogam ainda que a adoção da nuvem em larga escala e a concorrência entre os fornecedores das tecnologias tem diminuído o custo da nuvem privada. Corroboram esta opinião?

Verifica-se claramente essa redução dos custos de operação para as clouds publicas; não temos dados suficientes para o validar nas cloud privadas.

O que tem vindo a mudar, em Portugal, na adoção do cloud computing por parte das empresas?

Vemos um evoluir dos clientes no grau de sofisticação dos objectivos de negócio a atingir com o cloud computing – cada vez mais se trata de ser mais ágil na transformação do negócio, de melhorar a experiencia e a performance dos seus clientes, e claro também de optimizar os custos e até as equipas de IT- se são limitados os recursos, o melhor é alocá-los na criação de aplicações moveis e web, e não a gerir hardware físico ou virtual…

2016 vai ditar a “morte” das nuvens públicas empresariais?

Em geral na tecnologia, os ciclos de vida são rápidos na criação, mas mais lentos na destruição, há sempre boas razões para alguém continuar a utilizar os ambientes que lhe eram familiares e tinham vantagens – mais tempo.

Mais do que uma guerra pelas infraestruturas, agora vamos ter uma verdadeira luta pelas aplicações?

Claramente essa é a grande revolução que assistimos: o tempo de congelar equipas de IT na infraestrutura já passou;  aquilo que define o sucesso de uma empresa é a fatia de mercado que conquista com inovação de serviços!

Em particular na Europa, estamos com populações de baixo crescimento, portanto as empresas estão a competir pelos mesmos clientes e a experiência do cliente é o factor máximo de diferenciação. Para isso há que transformar toda a “jornada do cliente” até ser um cliente satisfeito e isso passa por ter excelentes aplicações que permitem ao cliente poder interagir com a marca  desde a loja, ao telemóvel, ao relógio ou à sua TV.

As aplicações ligadas aos momentos de negócio são absolutamente o segredo dos campeões digitais.

O que distingue a vossa abordagem à cloud dos restantes players?

A nossa cloud é o lider mundial das plataformas de desenvolvimento rápido de aplicações, segundo o ultimo relatório da Forrester. A Gartner também tinha divulgado essa boa notícia, daí que tenhamos de agradecer aos clientes em Portugal que nos fizeram evoluir para esta posição única entre todas as tecnológicas europeias  e americanas.

Que percentagem do vosso negócio é já conquistado através deste modelo?

Tem vindo a crescer fortemente desde que lançamos a nossa oferta de cloud. Começou por representar 10% há cerca de três anos e hoje está acima dos 60% dos clientes que tiram partido de funcionalidade na nossa cloud.


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