ESPECIAL | Fujitsu duplica anualmente negócio em cloud

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As consultoras advogam que a adoção da nuvem em larga escala e a concorrência entre os fornecedores das tecnologias tem diminuído o custo da nuvem privada. Mas José Pinto, Fujitsu Solutions Business Director, garante que, independentemente dos factores concorrenciais e de mercado, existem outras variáveis que explicam que a diferença financeira entre nuvem pública e privada tenha sido na maioria dos casos fortemente reduzida ou até anulada, dependendo dos segmentos de serviços em cloud.

“Nos últimos dois anos, a tecnologia utilizada nos grandes sistemas de cloud pública chegou aos pequenos sistemas de cloud privada, o que tornou possÍvel que empresas com apenas 500 utilizadores possam ter sistemas privados sem grandes diferenças de custos, como é o caso das soluções da Fujitsu CaaS (Computing as a Service). Também ao nível dos serviços, por exemplo Managed Cloud (Publica ou Privada), para as organizações especializadas em serviços de cloud é possível retirar sinergias dos processos, ferramentas e metodologias, oferecendo preços muito idênticos ao das grandes clouds públicas”.

Apesar de tudo, não existem normas suficientes para suportar o movimento de dados de uma plataforma de cloud computing para outra. O que existe, diz este responsável, é um conjunto de boas práticas e de regras técnicas.

“No entanto, devemos desmistificar um pouco esta questão, os dados e o seu respetivo suporte são independentes das plataformas tecnológicas de base — estão por norma integrados no software aplicacional utilizado e em Portugal grande parte das aplicações usadas pelas empresas em cloud são dos clientes. No entanto, também temos casos no SaaS em que o cliente utiliza um software aplicacional de um prestador de serviço e nestes casos pode ter de enfrentar uma situação de Lock-In”.

Segundo José Pinto, a taxa de crescimento de negócio e o número de clientes tem duplicado todos os anos, englobando os diversos segmentos de oferta e as diferentes vertentes, tecnologia, serviços e software. “Só em Portugal temos neste momento 70 clientes em permanente crescimento que representam uma percentagem significativa do negócio local de serviços”.

O que tem vindo a mudar em em Portugal na adoção do cloud computing é, basicamente, “a experiência e a confiança nestas soluções que têm crescido fortemente nos últimos dois anos”.

Para José Pinto, a diminuição do uso das nuvens públicas empresariais ainda é uma realidade que vai continuar a existir durante muito tempo. “Teremos uma fase de conforto para as grandes organizações em que a cloud privada se irá instalar e cimentar, e daqui a alguns anos, com o aumento da confiança e evolução tecnológica a migração/transição para as grandes clouds públicas e empresariais em que a padronização, partilha e sinergia de recursos serão a base de um novo paradigma das tecnologias de informação”.

O responsável explica que o importante é obter soluções para determinados mercados, segmentos de mercado e clientes, sendo que as soluções integram tudo, desde plataformas computacionais, modelos de serviços e suporte, software de controlo e gestão, software aplicacional, “user experience” e, por último, um modelo de negócio adaptado à realidade. “São estas componentes que produzem uma proposta de valor para os clientes com mais ou menos qualidade consoante cada uma das variáveis anteriores for mais ou menos conseguida”.

 O diretor diz que a Fujitsu é reconhecida pelos clientes por saber ouvir e reconhecer aquilo que são os desafios dentro de cada organização, sendo este um dos seus favores diferenciadores face à concorrência. “Não criamos pressão para impor este ou aquele ponto de vista, esta ou aquela solução, promovemos antes conversas abertas sobre a forma mais eficiente de chegar à melhor solução, respeitando a cultura do cliente. Não tentamos impor fatos à medida. Esta flexibilidade recompensa-nos com os elevados níveis de confiança e a permanência dos clientes ao longo de muitos anos de trabalho e parceria com a Fujitsu”.


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