ESPECIAL 2015 | Quidgest: Abordagem a novos mercados

Negócios

O ano que agora finda foi positivo e interessante, disse João Paulo Carvalho, senior partner da Quidgest. “Este ano não foi um ano de mudança na Administração Pública Portuguesa, já que essa mudança deu-se por consequência da crise financeira que se abateu em 2011. Já lá fora, alguns mercados como Angola e Moçambique reduziram a dinâmica de anos anteriores”.

Contudo, diz João Paulo Carvalho, a Quidgest não gostava de classificar isto como um aspeto negativo, mas sim positivo, já que deu a possibilidade à empresa portuguesa de explorar outros mercados. Em termos nacionais, o setor da banca e seguros e internacionalmente a América Latina e Ásia. “Em 2015, iniciámos um processo que tem vindo a dar resultados interessantes e que nos permite crescer para mercados com um potencial de expansão muito interessante”.

Em termos de negócio, mais importante que os números que a empresa conseguiu em 2015, “é relevante analisar o que foi conseguido neste ano”, disse João Paulo Carvalho. “A Quidgest está a explorar mercados onde não tinha entrado antes e que nos dão garantias de crescimento e desenvolvimento do negócio. Esperamos que o próximo ano seja ainda mais relevante que o ano que agora termina e que nos permita consolidar a nossa operação nacional e internacional”.

Se falarmos em mercado, o mais relevante foram as mudanças no paradigma nacional. “Apesar de agora haver uma maior propensão ao investimento em Tecnologias de Informação, nomeadamente na AP, continua a haver ainda uma certa preferência pelo software estrangeiro o que é algo que nos deixa particularmente inquietos”.

O responsável garante que a Quidgest tem vindo a envidar esforços para melhorar a cada dia que passa a sua plataforma de geração automática de código, o GENIO, já disponível para clientes e parceiros. “A nossa expectativa é de que a projeção internacional nos ajude não só a crescer como a consolidar o valor que o software nacional tem, bem como, o seu potencial para o desenvolvimento económico”.

De resto, ao longo de 2015 deram-se vários momentos que merecem destaque, diz João Paulo Carvalho. “A larga maioria a nível internacional em virtude das alterações registadas ao longo dos últimos quatro anos, em Portugal. Contudo, o que é relevante, é o potencial de crescimento que a Quidgest tem e a boa aceitação que a nossa plataforma tecnológica tem vindo a receber a nível nacional e internacional”.

Para o próximo ano, João Paulo Carvalho espera 12 meses interessantes, exigentes e repletos de novos desafios profissionais. “A Quidgest tem vindo a realizar uma aposta muito significativa na internacionalização o que já deu frutos em alguns países do Caribe como El Salvador, por exemplo. Esperamos fechar mais alguns contratos e aumentar o nosso portfolio localmente. Áreas como o Replatforming Legacy (a que chamamos APTO – Atualização de Plataformas Tecnologicamente Obsoletas), SmartSourcing (Outsourcing mais eficiente com geração automática), Reporting services, BI, BSC (Balanced Scorecard), desmaterialização de processos e soluções de mobilidade são algumas das nossas maiores apostas”.

Na Administração Pública, a empresa prevê um ligeiro maior investimento em TI mas, essencialmente, uma maior tendência para converter orçamento de manutenção (OPEX) em inovação (CAPEX).


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