Escândalo da NSA quebra confiança dos europeus

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Um relatório publicado na passada quarta-feira, dia oito de janeiro, pelo Parlamento Europeu, revela que o escândalo de espionagem da Agência Nacional de Segurança norte-americana contribuiu para a quebra da confiança dos europeus. O estudo liderado pela eurodeputada Claude Moraes conclui que a divulgação coordenada de informação entre Edward Snowden e vários meios de comunicação da

Um relatório publicado na passada quarta-feira, dia oito de janeiro, pelo Parlamento Europeu, revela que o escândalo de espionagem da Agência Nacional de Segurança norte-americana contribuiu para a quebra da confiança dos europeus.

Nsa_signO estudo liderado pela eurodeputada Claude Moraes conclui que a divulgação coordenada de informação entre Edward Snowden e vários meios de comunicação da Europa contribuiu para que a relação com os Estados Unidos e até com a indústria de TI ficasse mais frágil.

A primeira das conclusões do relatório é de que foram reunidas provas flagrantes da existência de um sistema de vigilância tecnologicamente avançado operado pelos Estados Unidos e por alguns países Estados-Membro. A recolha, o armazenamento e a análise de vários tipos de informações também é um dado adquirido na perspetiva dos investigadores.

A confiança que existia entre a Europa e os Estados Unidos, entre Estados-Membro e entre cidadãos e governos, foi sem dúvida abalada.

O relatório revela ainda que também foram reunidos fortes indícios de que muitas das atividades de vigilância superaram a preocupação pelo terrorismo, tendo violado leis e normas europeias. A violação de informação privada, o desrespeito pelas leis nacionais e transfronteiriças e o facto de se colocar em causa a liberdade de imprensa e da livre expressão, são outros elementos registados pelos coordenadores do relatório.

Nos pontos que descriminam as principais conclusões do estudo pode ler-se que “a escala deste problema não tem precedentes”, podendo ler-se num outro ponto que é impossível assegurar cem por cento de proteção contra agências de inteligência europeias ou até de outros países.

Este estuda elabora ainda uma lista de recomendações, sendo uma das mais relevantes a de “solicitar às autoridades dos Estados Unidos e dos Estados-Membro que proíbam as atividades de vigilância em larga escala e o processamento de dados pessoais”.


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