Ericsson sofre queda no primeiro trimestre

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Os lucros da Ericsson caíram no primeiro trimestre de 2015, devido ao enfraquecimento do seu negócio de redes móveis nos Estados Unidos. Contudo, o volume de vendas aumentou. Apesar de na China a aposta na evolução das redes em direção ao 4G ter atenuado a queda dos lucros, a Ericsson tem lutado por fazer crescer

Os lucros da Ericsson caíram no primeiro trimestre de 2015, devido ao enfraquecimento do seu negócio de redes móveis nos Estados Unidos. Contudo, o volume de vendas aumentou.

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Apesar de na China a aposta na evolução das redes em direção ao 4G ter atenuado a queda dos lucros, a Ericsson tem lutado por fazer crescer o seu negócio de redes móveis de banda larga no mercado norte-americano, reflexo de uma contração dos investimentos por parte das operadoras móveis.

A Ericsson tem ajudado a Verizon e a AT&T a aprimorarem as suas infraestruturas nos EUA, mas esta atualização está praticamente terminada, pelo que o caudal do fluxo de capital que entrava nos cofres da fabricante de soluções de rede tem vindo a diminuir, e os resultados estão à mostra.

Estima-se, no entanto, que as redes de quarta geração continuem a evoluir a passos largos na China continental. No revés da medalha, o mercado norte-americano de banda larga, segundo a Ericsson, deverá manter a sua placidez, pelo menos durante os próximos tempos.

O analista Greger Johansson, da Redeye, acredita que os ajustes às flutuações do valor da moeda foram uma das causas da queda do negócio da Ericsson, uma empresa sueca, nos Estados Unidos.

Para os primeiros três meses deste ano, os lucros operacionais da Ericsson desceram até aos 240 milhões de dólares, dos cerca de 300 milhões conseguidos no mesmo período de 2014.

Já as receitas geradas pelo segmento de redes, que representam mais de metade do volume de vendas da Ericsson, caíram nove por cento, depois de uma quebra de sete por cento no último trimestre de 2014.

As vendas totais da Ericsson chegaram aos seis mil milhões de dólares, uma subida de 13 por cento, alimentada pelo fortalecimento do dólar americano.


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