Ericsson revela as 10 tendências de consumo para 2016

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Pelo quinto ano consecutivo, o Ericsson ConsumerLab divulga o relatório das dez tendências tecnológicas mais fortes para o consumo no próximo ano. Com base no programa global de investigação do laboratório, que estuda hábitos e comportamentos dos consumidores há vinte anos, o relatório extrai a opinião de um leque variado de pessoas em dezenas de países. Nesta edição o destaque vai para a Inteligência Artificial, realidade virtual e sensores dentro do corpo.

A diferença é que agora os consumidores percebem que a Inteligência Artificial já está a ter impacto nas suas vidas. De acordo com o relatório “10 Principais Tendências de Consumo para 2016”, os consumidores acreditam que em breve poderão interagir com objetos sem precisar do ecrã do smartphone – e cerca de metade dos utilizadores prevê que estes dispositivos estejam ultrapassados em 2020.

“Algumas destas tendências podem parecer futuristas, mas a verdade é que o interesse dos consumidores nos novos paradigmas de interação, como é o caso da Inteligência Artificial e da realidade virtual, bem como na possibilidade de a internet ser integrada nas paredes das suas casas ou até mesmo no próprio corpo, é bastante forte”, explica Michael Björn, diretor de investigação no laboratório da empresa sueca.

O responsável prevê a aparição de novas categorias de produtos a curto prazo, e indica que as indústrias se irão transformar completamente para se adaptarem ao novo estilo de desenvolvimento. De acordo com a Ericsson, a tendência mais abrangente do relatório representa 1,1 mil milhões de pessoas em 24 países, enquanto a menos abrangente representa 46 milhões de utilizadores de smartphones de 10 grandes cidades do mundo. No ano passado, o mesmo relatório destacava o futuro em streaming, as casas inteligentes, robôs domésticos e a carteira digital, entre outras.

Eis a lista completa para 2016:

  1. Os efeitos do estilo de vida em rede – os benefícios dos serviços online aumentam conforme aumenta a base de utilizadores, e um em cada três consumidores já participa na economia de partilha (sharing economy).
  2. Geração streaming – Ninguém consome YouTube como os adolescentes: 46% dos jovens entre os 16 e os 19 anos passam uma ou mais horas por dia no site de vídeos.
  3. IA termina com a era dos ecrãs – Um em cada dois utilizadores de smartphones acredita que estes serão um equipamento do passado nos próximos cinco anos.
  4. O virtual torna-se real. Há uma apetência grande por tecnologia virtual no quotidiano, para video-chamadas e eventos desportivos, por exemplo, e 44% dos consumidores querem poder imprimir a sua comida.
  5. Casas com sensores integrados. Já não é só a aquisição de aparelhos inteligentes para a casa; agora, metade dos detentores de smartphones acreditam que os sensores podem ser integrados nos próprios materiais de construção dos edifícios. Ou seja, o conceito de casas inteligentes terá de ser repensado desde a base.
  6. Trajetos diários inteligentes. Ninguém quer passar horas no trânsito ou transportes públicos de casa para o trabalho ou local de ensino, e menos ainda de forma passiva, pelo que 86% dos inquiridos disseram querer usar serviços personalizados de deslocação pendular.
  7. Chat de emergência. As redes sociais podem tornar-se na forma primordial de contacto com serviços de emergência e seis em cada dez consumidores estão interessados em aplicações de informação sobre desastres.
  8. Sensores no corpo. Um ‘wearable’ que se engole? Oito em cada dez consumidores gostariam de melhorar a perceção sensorial e capacidades cognitivas, como visão, audição e memória, usando estas tecnologias.
  9. Tudo pode ser atacado. A maioria acredita que os ataques piratas e os vírus continuarão a ser um problema, mas um em cada cinco diz ter maior confiança numa empresa que foi atacada e soube resolver os problemas que surgiram a partir daí.
  10. Cidadão Jornalista. Mais de um terço diz que a denúncia online de uma empresa corrupta tem um maior impacto do que uma denúncia feita na polícia, sendo que a partilha de informação aumenta a noção de influência na sociedade.

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