Ericsson diz quais as apps que geram mais tráfego de dados

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O Ericsson Mobility Report indica as cinco aplicações que geram maior volume de tráfego de dados móveis e revela também o crescimento do número de utilizadores de smartphones e de LTE. O relatório avança ainda quais as previsões relativamente aos próximos anos quanto ao desenvolvimento do tráfego de vídeo móvel. Um relatório elaborado pela Ericsson

O Ericsson Mobility Report indica as cinco aplicações que geram maior volume de tráfego de dados móveis e revela também o crescimento do número de utilizadores de smartphones e de LTE. O relatório avança ainda quais as previsões relativamente aos próximos anos quanto ao desenvolvimento do tráfego de vídeo móvel.

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Um relatório elaborado pela Ericsson aponta quais as cinco aplicações móveis que consomem mais tráfego de dados e que, por isso, podem representar um problema para os utilizadores, nomeadamente os mais distraídos. O estudo foi realizado tendo em conta três países, os Estados Unidos, a Coreia do Sul e Espanha.

As áreas que mais contribuem para o largo volume de dados móveis passam pelas redes sociais e pelas aplicações de streaming de vídeo, crescentes em popularidade mas também no tráfego que implicam. O Ericsson Mobility Report revelou que as cinco apps mais utilizadas representam dois terços de todo o tráfego aplicacional sobre redes móveis e coloca em primeiro lugar o Facebook, nos três países estudados.

Nos EUA, as restantes aplicações móveis que geram mais tráfego de dados incluem o Youtube, Netflix, Instagram e Snapchat. Já na Coreia do Sul, para além do Facebook, encontram-se a AfreecaTV, Youtube, NAVER e Android Browser. Em Espanha, os resultados indicam o Instragram, Android Browser, Chrome e Youtube.

Quanto a previsões, o relatório antecipa o crescimento exponencial do streaming de vídeo móvel, que deverá crescer 17 vezes nos próximos seis anos relativamente ao verificado nos seis anos anteriores, o que representa um aumento de 20 por cento até 2020. Para isto contribuem aplicações de serviços como o Netflix que, para mais, anunciou a expansão global dentro de dois anos.

Os resultados do relatório apontam, aliás, que o número de de telespetadores de TV dita tradicional registará uma quebra com a transição do público para os serviços de streaming. “Este ano, e pela primeira vez, haverá mais pessoas a assistir à transmissão de vídeo em stream on demand do que à emissão tradicional de TV ao longo de um período semanal”, é dito.

Outros fatores para o crescimento de streaming de vídeo móvel poderão incluir “o aumento da quantidade de dispositivos capacitados para a reprodução de vídeo, a maior dimensão dos ecrãs e a melhor qualidade de imagem”, como indica o Ericsson Mobility Report.

O relatório apresentado, hoje, revela ainda os números em relação ao número de utilizadores de LTE,uma tecnologia que possibilita a comunicação sem fios em alta velocidade para dispositivos móveis, no quarto trimestre de 2014. Neste período, registaram-se 110 milhões de novos utilizadores de LTE, o que provocou a passagem das tecnologias WCDMA/HSPA, pela primeira vez.

No campo da utilização de smartphones também a evolução ficou marcada por um crescimento acelerado com mais 800 milhões de novos utilizadores comparativamente com o ano de 2013. Estes valores representam uma subida de 40 por cento e aumentam para 2,7 mil milhões os utilizadores de smartphones.

Este relatório é uma versão preliminar preparada a pensar no Mobile World Congress que acontecerá na próxima semana.


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