Empresas indianas desistem de internet livre de Zuckerberg

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A iniciativa Internet.org parecia ter tudo para dar certo: um fundador com um nome sonante, uma missão louvável e um grupo de empresas apoiantes com peso suficiente no mercado. No entanto, a última parte da equação parece estar decidida a desistir do projeto. A Internet.org foi lançada, na Índia, há apenas dois meses mas as

A iniciativa Internet.org parecia ter tudo para dar certo: um fundador com um nome sonante, uma missão louvável e um grupo de empresas apoiantes com peso suficiente no mercado. No entanto, a última parte da equação parece estar decidida a desistir do projeto.

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A Internet.org foi lançada, na Índia, há apenas dois meses mas as primeiras dificuldades já se fazem sentir. Com o intuito de levar a web a toda a população, tornando-a mais democrática e acessível, o projeto de Mark Zuckerberg fazia valer-se das parcerias com empresas indianas para garantir o seu sucesso.

Através da Internet.org, os utilizadores têm acesso gratuito a todos os sites e aplicações que façam parte da iniciativa o que, no início, prefazia um total de 38 plataformas.

Algumas das empresas que haviam decidido associar-se ao projeto estão, agora, a desistir alegando conflitos relacionados com a neutralidade da internet. Afirmam que o sistema é anti competitivo dado que as plataformas que não façam parte da Internet.org terão dificuldades em sobreviver.

Os mais recentes nomes a abandonarem projeto são o Cleartip, NDTV, Newshunt, Flipkart e o grupo The Times. O site de viagens de Cleartrip emitiu um comunicado onde explica o abandono do projeto ao afirmar que a intenção em se juntar à Internet.org era nobre mas que, depois de uma pausa para refletir sobre o assunto, perceberam que estariam a colocar em causa a neutralidade da internet.

Na mesma declaração, o Cleartrip põe em debate a “ideia de grandes corporações envolverem-se na escolha de quem tem acesso a quê e com que rapidez”. “O que começou com o fornecimento de um simples serviço de pesquisa deixa-nos, agora, preocupados em influenciar o processo de decisão do consuimdor ao forçar opções, algo que vai contra o nosso ADN”, acrescenta.


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