Empresas expõem pedidos do Governo para acesso a informação

Segurança

O Facebook, a Microsoft, a Yahoo! e a Google divulgaram ontem pormenores relativamente ao número de pedidos governamentais para acesso a informação das empresas, com o objetivo de restringir o seu envolvimento em controvérsias que envolvam a vigilância das organizações do governo. As indústrias tecnológicas insistem cada vez mais numa maior transparência para com os

O Facebook, a Microsoft, a Yahoo! e a Google divulgaram ontem pormenores relativamente ao número de pedidos governamentais para acesso a informação das empresas, com o objetivo de restringir o seu envolvimento em controvérsias que envolvam a vigilância das organizações do governo.

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As indústrias tecnológicas insistem cada vez mais numa maior transparência para com os seus clientes e divulgam pedidos do governo para aceder a dados pessoais, num esforço para se evadirem das polémicas que envolvam software de vigilância, trazidos à luz pelo ex-analista de inteligência americano Edward Snowden.

No mês passado, o governo declarou que iria enfraquecer as normas que restringiam a informação que as empresas podem divulgar sob o Ato de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISA), ordenado por tribunal, no que diz respeito a informações dos utilizadores.

Brad Smith, o Conselheiro-Geral da Microsoft disse ontem que a informação requerida pelo governo não era assim tanta como se receava que fosse.

“Não recebemos a enorme quantidade de pedidos discutida na comunicação social sobre registos telefónicos”, avança Smith. “Este é um assunto que temos vindo a abordar publicamente, de forma genérica, desde o verão passado e é muito positivo finalmente podermos partilhar dados concretos”.

A empresa diz que entre 15 mil e 16 mil contas de utilizadores foram, durante os primeiros seis meses de 2013, alvo da lei federal FISA, sob ordens judiciárias, que visava o requerimento de informação dos clientes.

No entanto, Smith referencia notícias da comunicação social baseadas em documentos divulgados por Snowden, em que se registava que o governo possa ter intercetado informações dos utilizadores sem o conhecimento ou aprovação das empresas tecnológicas, através de escutas nos cabos de comunicação que ligam o centro de dados da Google ao da Yahoo.

“Apesar dos esforços corporativos para a reforma e a nossa capacidade para publicar cada vez mais informação, não houve, no entanto, qualquer compromisso por parte do governo americano nem de qualquer outro governo em renunciar as tentativas de hacking às empresas do sector da Internet,” afirma Brad Smith no blogue da Microsft. “ Acreditamos que a Constituição exige que o nosso governo procure informação em empresas americanas de acordo com a lei”.


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