Empresas adicionam mais inteligência e segurança às redes

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As empresas estão a adicionar novos níveis de inteligência, segurança e flexibilidade às suas redes de comunicações, devido ao crescimento do volume de dados, à utilização da cloud e aos serviços móveis. Devido à fusão entre voz e dados e ao crescimento das aplicações e dos serviços, o conceito tradicional de redes está a mudar. Deste modo,

As empresas estão a adicionar novos níveis de inteligência, segurança e flexibilidade às suas redes de comunicações, devido ao crescimento do volume de dados, à utilização da cloud e aos serviços móveis.

comScoreDevido à fusão entre voz e dados e ao crescimento das aplicações e dos serviços, o conceito tradicional de redes está a mudar. Deste modo, as organizações vêem-se na obrigação de satisfazer as exigências de clientes mais móveis, que usam diversos dispositivos ao mesmo tempo, que estão sempre ligados e que por isso têm grande necessidade de largura de banda.

Assim, as empresas optam por adicionar novos níveis de inteligência às redes, de modo a facilitar o planeamento e a ocupação de recursos, gerindo o tráfego e reduzindo o custo total. Segundo um relatório da IDC sobre smart services e network intelligence, esta medida obriga os CIO a anteciparem novos modelos de desenvolvimento e de interação com fornecedores.

A tendência para adicionar novos níveis de inteligência às redes faz parte da estratégia de empresas que anteciparam esta evolução. A evolução traduz-se num portefólio de serviços mais diversificado e competitivo, com vantagens que passam sobretudo pela redução do investimento dos clientes em equipamentos, simplificando as instalações e os upgrades de serviços.

De acordo com Rui Brás Fernandes, enterprise networking sales specialist da Cisco Portugal, “o crescimento exponencial do vídeo, dos dados móveis e dos milhares de milhões de conexões entre pessoas, processos, dados e objetos gerados pela Internet of Everything exige uma nova aproximação ao networking, no qual a inteligência é fundamental”. O responsável adianta ainda que “mais do que maior nível de inteligência, exige-se uma maior escalabilidade e disponibilidade para suportar este crescimento exponencial de utilizadores e conexões, pelo que é necessário também adotar novas infraestruturas de hardware e de ASIC”.

Para a Portugal Telecom, os desafios centram-se na importância de facultar um leque diversificado de serviços com uma estrutura de custos o mais reduzida e otimizada possível, o que, segundo uma fonte da operadora, “implica um nível elevado de centralização de serviços e uma implementação progressiva em arquiteturas SDN, para uma otimização plena”. A fonte acrescenta ainda que “esta centralização é vantajosa para os clientes, pois reduz os custos de investimentos em equipamentos e na sua manutenção em cada site”.

Já Rui Brás, afirma que o SDN “substitui o nível de controlo do hardware de rede por um software camuflado, mediante técnicas de virtualização que tornam a rede mais programável e que permitem aceder de forma mais fácil a certas funções inteligentes”. No entanto, o responsável sublinha que o SDN não vai minimizar as funcionalidades de networking: “A tecnologia SDN incrementa certas funções de rede, mas é necessário continuar a ter em conta as funcionalidades de rede clássicas e adotar uma maior inteligência em networking”.

A inteligência adicionada à rede tem já reflexos em serviços utilizados por clientes da Portugal Telecom, nomeadamente na SmartCloudPT e nos serviços de voz Globalphone e Hosted Collaboration Solutions, contudo pode vir a estender-se a uma virtualização quase total dos serviços e equipamentos de clientes sobre as redes e plataformas centralizadas em cloud.

A principal evolução da network intelligence consiste em aplicar a inteligência ao controlo das aplicações, facilitando a adoção de novas aplicações, uma maior escalabilidade das aplicações já existentes e a capacidade de reposicionar os recursos de TI quando as aplicações já não são necessárias.


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