Edward Snowden apela à encriptação pelas empresas de tecnologia

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Edward Snowden falou na South by Southwest Interactive Conference em Austin, relativamente à importância da encriptação de dados por parte das empresas de tecnologia. Edward Snowden, antigo analista da National Security Agency (NSA) falou para três mil pessoas em Austin, a partir de Moscovo, no contexto da South by Southwest Interactive Conference, sublinhou a importância

Edward Snowden falou na South by Southwest Interactive Conference em Austin, relativamente à importância da encriptação de dados por parte das empresas de tecnologia.

edward-snowden2Edward Snowden, antigo analista da National Security Agency (NSA) falou para três mil pessoas em Austin, a partir de Moscovo, no contexto da South by Southwest Interactive Conference, sublinhou a importância e urgência das empresas de tecnologia apostarem na defesa e proteção da privacidade dos utilizadores através de métodos de encriptação.

O homem, acusado pelos Estados Unidos de traição ao denunciar a agência de segurança de utilizar dados de cidadãos civis a partir de plataformas como a Google, a Apple ou o Facebook, afirmou que as companhias tecnológicas têm capacidade de intervir mais rapidamente de modo a proteger os dados dos seus utilizadores que o governo dos EU com o intuito de acabar com a prática de recolha de informação ilegal.

“Há uma responsabilidade política que precisa de acontecer, e uma responsabilidade técnica que precisa simultaneamente de ocorrer” afirma Mr. Snowden “Eu fiz o juramento de defender a Constituição e vi-a ser violada a uma escala maciça”.

Segundo Edward Snowden e Chris Soghoian, a tecnologia de encriptação tem o potencial para mitigar as práticas de vigilância ao ponto de não ser economicamente rentável espiar alguém. Aconselhou também as empresas a adotarem um sistema de end-to-end encryption que codifica a informação e a comunicação estabelecida desde o emissor ao recetor.

Por outro lado, ambos criticaram o modelo de negócio em companhias de Internet que confiam na recolha de data para servir os publicitários. Apelaram também às companhias que confiem em subscrições como a aplicação WhatsApp adquirida pelo Facebook por cerca de 19 mil milhões de dólares.


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