Dotcom lança partido político de defesa da liberdade na Net

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O magnata Dotcom, fundador do site Megaupload pela enésima insurgiu-se contra as inúmeras acusações criminais de infração de diretos de autor de que é alvo. Dotcom lançou um partido político que defende a liberdade na Internet, premissa sobre a qual, segundo ele, operava o site de partilha de ficheiros. Kim Dotcom, que aguarda confortavelmente pela

O magnata Dotcom, fundador do site Megaupload pela enésima insurgiu-se contra as inúmeras acusações criminais de infração de diretos de autor de que é alvo. Dotcom lançou um partido político que defende a liberdade na Internet, premissa sobre a qual, segundo ele, operava o site de partilha de ficheiros.

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Kim Dotcom, que aguarda confortavelmente pela audiência do próximo mês de julho em que decidir-se-á se será deportado para os Estados Unidos onde lhe esperam incontáveis acusações criminais, estoicamente defende a sua inocência e aponta um dedo acusatório ao sistema legal por todas as injustiças (segundo ele) de que foi vítima.

O seu mais recente site ultra-encriptado para o armazenamento de ficheiros, Mega, que, digamos, nada mais é do que uma evidência da sua alegada superioridade face à Lei, irá em breve a público, e a sua plataforma de emissão online de música, Baboom, será lançada dentro de poucos dias.

Os estúdios de Hollywood submeteram, na passada semana, o seu próprio processo legal contra Dotcom. Meros dias depois, quatro grandes produtoras musicais seguiram os passos das entidades cinematográficas.

O excêntrico germânico, nascido sob o nome Kim Schmitz, foi em janeiro de 2012 capturado na sua residência na Nova Zelândia, depois de as autoridades policiais neozelandesas terem, em conjunto com o FBI, orquestrado um operação que envolveu dezenas de agentes locais, em que foram apreendidos milhões de dólares em dinheiro, carros extravagantes e em obras de arte.

Dotcom foi posteriormente libertado sob fiança, subjugado a limitações de acesso a fundos e ativos.

“A rusga à minha família com dois helicópteros e 72 polícias com metralhadoras, a espionagem de que a minha família foi alvo, as injustas ordens de restrição – considero que tenha sido um descarado abuso de poder”, declarou Dotcom à Reuters.

Ele disse ainda que toda esta situação culminou na inevitável criação de um partido político que advoga a liberdade na Internet. Liberdade aqui e, ao que parece, segundo Dotcom, nada mais é do que um eufemismo para anarquia.


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