DigitalGlobe pronta para atacar mercado de imagens super HD

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A fornecedora de imagens por satélite DigitalGlobe está de olhos postos no mercado global de 400 milhões de dólares anuais de imagens de maior definição. Contudo, enquanto os Estados Unidos não amenizarem as regulações sobre a comercialização de imagens de maior qualidade, a empresa não pode avançar sobre o tão desejado mercado. A DigitalGlobe mal

A fornecedora de imagens por satélite DigitalGlobe está de olhos postos no mercado global de 400 milhões de dólares anuais de imagens de maior definição. Contudo, enquanto os Estados Unidos não amenizarem as regulações sobre a comercialização de imagens de maior qualidade, a empresa não pode avançar sobre o tão desejado mercado.

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A DigitalGlobe mal pode esperar que as entidades reguladoras norte-americanas levantem o cerco ao setor das imagens de maior resolução (entenda-se “de maior resolução” como imagens de qualidade superior às de “alta resolução”), porque até lá a empresa não poderá usufruir do potencial máximo da sua tecnologia, de acordo com o diretor tecnológico Yancey Spruill.

A empresa do Colorado comercializa imagens por satélite que são utilizadas por governos e por empresas como o Google para a elaboração de mapas. Providencia também serviços imagéticos e de monitorização a empresas mineiras e petrolíferas.

Tendo esperado quase um ano pela aprovação por parte do Departamento do Comércio norte-americano para que pudesse aprimorar a resolução das suas imagens de 50 para 25 centímetros (a diferença entre avistar um automóvel e identificar a marca do mesmo), a DigitalGlobe vê-se agora de mãos e pés atados, impossibilitada de colocar em prática toda a sua tecnologia.

Os fornecedores de imagens por satélite noutros países não possuem ainda o poder de resolução da DigitalGlobe. Mas, segundo Spruill, estão perto de o conseguir. Este foi um dos argumentos avançados pela empresa para tentar persuadir as autoridades reguladoras a aliviarem as normas no mercado de imagens via satélite.

Desde o passado dia 15 de abril que as ações da DigitalGlobe aumentaram mais de dez por cento, altura em que o diretor de Inteligência Nacional, James Clapper, anunciara que as agências dde inteligência norte-americanas haviam acordado permitir que fornecedores comerciais pudessem vender imagens de satélite de maior resolução.

O setor comercial imagética de alta-resolução é dominado por pequenas aeronaves de empresas como a japonesa Pasco ou a norueguesa Blom, que utilizam dispositivos de gravação de vídeo integrados que capturam imagens com resoluções até 15 centímetros.

Embora as imagens fornecidas por satélite sejam de qualidade inferior às das aeronaves, podem ser mais rapidamente distribuídas e mais frequentemente atualizadas, e são também mais economicamente acessíveis, uma vez que não ha necessidade de gastar dinheiro na contratação de pilotos nem em combustível para o veículo.

A DigitalGlobe tem uma valor de mercado de 2,3 mil milhões de dólares, obtendo cerca de 85 por cento das suas receitas através de contratos governamentais por todo o mundo, em que os norte-americanos representam 58 por cento.

Depois de ter registado receitas totais de 2013 no vallor de 613 milhões de dólares, a empresa previu que as receitas para 2014 estejam compreendidas entre os 630 milhões de os 660 milhões de dólares, sendo que os analistas apontavam para os 645 milhões de dólares.


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