Digital workplace e segurança foram os temas do evento Tendências Lisboa

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A 4ª edição do Tendências Lisboa, organizada pela IECISA (Informática El Corte Inglés) decorreu no dia 18 de maio no teatro Thalia, em Lisboa. Sob o título Digital Evolution o evento reuniu cerca de 200 participantes e analisou as principais tendências de TIC do mercado em segurança e digital workplace.

A iniciativa contou com a colaboração da HP Inc., HPE, Microsoft, Oracle, Arrow, Samsung, Symantec e VMWare que participaram nos debates com especialistas de diversas áreas.

A principal conclusão da primeira sessão sobre Digital Workplace é que 62% das pessoas trabalham fora do seu local de trabalho habitual, em que tanto a HPE como a Microsoft concordaram que o empregado digital procurará as ferramentas necessárias para realizar o seu trabalho, “ao contrário de antes, em quer eram as ferramentas que limitavam o uso do posto de trabalho”.

Para Pedro Coelho, Area Category Manager da HP Inc, “o novo posto de trabalho necessita contar com os dispositivos adequados ao perfil do usuário, além de ter à sua disposição um auto-serviço de aplicações para configurá-lo”.

“25% das empresas nos Estados Unidos já estão a usar uma espécie de wearable, fundamentalmente para aumentar a produtividade e o conforto dos empregados,” afirmou Adriana Lima, da Microsoft, que também deu o exemplo de fabricante de veículos Volvo, “que tem um acordo com a Microsoft para estender o posto de trabalho para o carro, dotando-o das aplicações necessárias para que possa funcionar como um escritório móvel”. Acrescenta, além disso, aplicações como Microsoft HoloLens, um visor através do qual os usuários podem ver hologramas sobrepostos à realidade e interagir com eles, “o que permite dar informação em tempo real, por exemplo a um médico, enquanto está a operar, ou a um trabalhador numa cadeia de fabrico de carros”.

Jaime Fierro, consultor de Digital Workplace da IECISA, centrou a sua intervenção na reinvenção do posto de trabalho com foco na melhoria da produtividade e da colaboração. “Avançamos em direcção a um novo espaço de trabalho digital, independente da sua localização e dispositivo, totalmente em rede e social e altamente eficiente na sua gestão, manutenção e evolução, graças a ambientes 100% virtualizados e na nuvem”.

A nível da segurança, um tema bem “quente” tendo em conta o recente ciberataque do WannaCry, a conclusão é que já não existe um perímetro de segurança. Rafael Álvarez, especialista em segurança de documentos e dados biométricos da Informática El Corte Inglés indicou, durante a mesa redonda Segurança da Informação nas Organizações, que “a segurança hoje define-se como um conceito global que intervém em toda a estrutura de organização empresarial, bem como seu ambiente geográfico, geopolítico e social.”

“O perímetro de segurança, definitivamente não existe mais”, afirmou Luís Brites, Product Manager de Storage da HPE. “O importante é centrar-se na protecção dos dados, e para isso é necessário conhecer os perfis dos usuários e o uso que dão a esses dados”.

António Vasconcelos, Technology Solutions Professional da Microsoft destacou o papel das inteligências artificiais, “que podem ajudar a proteger a segurança” e Vítor Gomes, Sales Consultant da Oracle, recordou que a segurança está estreitamente ligada às pessoas, “o que obriga a consciencializar os funcionários e traçar um caminho para procedimentos seguros”.

Todos os membros da mesa concordaram sobre a necessidade de ter uma segurança completa, “para além dos sistemas de informação”, em que se deve levar em conta os sistemas operacionais,inclusive, os ligados à internet das coisas.


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