Desligar? Não é possível…

Negócios

No princípio até estava a correr “bem”. E Rui Serapicos, managing partner da CIOnet Portugal, até começou por dizer que é importante desligar do trabalho por algum tempo. Mas… no entanto, “com a quantidade de projetos que estamos a implementar não é possível desligar”. E pronto, apesar do abrandamento do país, “nem todos param e

No princípio até estava a correr “bem”. E Rui Serapicos, managing partner da CIOnet Portugal, até começou por dizer que é importante desligar do trabalho por algum tempo. Mas… no entanto, “com a quantidade de projetos que estamos a implementar não é possível desligar”. E pronto, apesar do abrandamento do país, “nem todos param e nos tempos que correm é essencial manter clientes e projetos no bom caminho”.

rui serapicos cionet

Basicamente, e apesar de depender das circunstancias, ou seja, em caso de emergências, o email está ligado em permanência. “Noutras situações pode ser visto uma a duas vezes por dia”.
Rui Serapicos admite, no entanto, que em termos de indicadores de negócio só se preocupa com os relacionados com as emergências. “Só estes são acedidos para acompanhar situações mais importantes ou delicadas. Os outros são mesmo de acordo com os períodos predefinidos. O mais importante é agir em função da necessidade específica versus estar a sistematicamente acompanhar o que já se sabe”.

Rui Serapicos diz que, apesar de tudo, vale sempre a pena atuar sobre esses indicadores, mesmo estando de férias. “Nem todos param e até podem surgir oportunidades precisamente por grande parte do mercado (incluindo concorrentes) estarem mais brandos”.
Mas pronto, o responsável sempre vai confessando que é importante ser disciplinado nos acessos de forma a aumentar a produtividade. “Muitos emails não requerem resposta imediata. E, por outro lado, é essencial desligar para recarregar energias”.

O CEO diz ser impossível estar um mês completo fora do escritório pelo que tenta dividir as férias por períodos não superiores a uma/duas semanas.

O portátil nem sempre fica em casa. “Depende bastante dos projetos que temos pendentes ou em mãos”. Com o gestor viaja sempre o telemóvel, que “é essencial. O portátil por vezes. O tablet também vai. O telemóvel tem sempre entrada e saída de chamadas, SMS, emails, etc., enquanto o portátil fica reservado para situações mais urgentes, necessidade de acesso a aplicações, arquivo de email ou documentos e casos que impliquem trabalho ou validação de apresentações/propostas, por exemplo. O tablet tem servido mais para apresentações ou leitura de documentos”.


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