Desenvolvido sistema de monitorização remota para doentes com Parkinson

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O centro de investigação Fraunhofer Portugal AICOS está a participar num projeto europeu que pretende desenvolver um sistema de monitorização remota do estado de saúde de doentes com Parkinson. O REMPARK trabalha através de um conjunto de sensores ligados a um smartphone. O REMPARK consiste num sistema de monitorização usado pelo paciente e que é

O centro de investigação Fraunhofer Portugal AICOS está a participar num projeto europeu que pretende desenvolver um sistema de monitorização remota do estado de saúde de doentes com Parkinson. O REMPARK trabalha através de um conjunto de sensores ligados a um smartphone.

© Copyright 2012 CorbisCorporationO REMPARK consiste num sistema de monitorização usado pelo paciente e que é capaz de avaliar e detetar, em tempo real, estados motores de On/Off ou de Discinésia (movimentos involuntários). Também está a ser desenvolvido um sistema de estímulos que irá permitir ao paciente a caminhar corretamente durante as suas atividades diárias.

O sistema de estímulos auditivos traduz-se numa repetição de sons que vão ajudar o paciente a regressar à sua cadência normal e reestabelecer o seu padrão de marcha. Este sistema ativa-se sempre que for detetado algum distúrbio na forma como o paciente em questão caminha.

Este projeto permite uma melhoria na gestão da doença, uma vez que a análise inteligente dos dados recolhidos permite aos neurologistas aceder a informações seguras e fidedignas.

O principal canal de comunicação entre o utilizador e o sistema é o smartphone que tem vários serviços como a gestão de medicamentos, lembretes para a toma de medicação ou questionários médicos.

A entidade responsável pelo desenvolvimento do sistema de estímulos auditivos para a marcha e pelo redesenhar da interface do smartphone é a Fraunhofer Portugal. As soluções foram testadas recentemente por doentes com Parkinson num centro médico em Barcelona.

O sistema completo será testado com 60 pacientes de quatro centros médicos. Com o REMPARK será possível reduzir o tempo de hospitalização dos doentes, introduzir melhorias no tratamento da doença, a deteção precisa do estado motor do paciente e aumentar o conhecimento médico da doença.

A doença de Parkinson é a segunda mais comum das doenças neurodegenerativas logo a seguir à doença de Alzheimer e, na Europa, afeta mais de 2 milhões de pessoas.


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