2013 foi o ano em que a Dell virou startup [com vídeo]

EmpresasNegóciosStartup

Os acionistas aprovaram a venda da empresa a Michael Dell e à empresa de investimento Silver Lake Partners por pouco menos de 25 mil milhões de dólares e o objetivo recaiu no que o fundador descreveu como optimizar a corrente forma da empresa. Esta operação foi acompanhado de perto na indústria tecnológica, onde a Microsoft e

Os acionistas aprovaram a venda da empresa a Michael Dell e à empresa de investimento Silver Lake Partners por pouco menos de 25 mil milhões de dólares e o objetivo recaiu no que o fundador descreveu como optimizar a corrente forma da empresa.

DellEsta operação foi acompanhado de perto na indústria tecnológica, onde a Microsoft e a Hewlett-Packard, por exemplo, lutaram para se adaptar ao crescimento de dispositivos móveis e à explosão de serviços baseados na Internet. Nos últimos cinco anos, a Dell saiu do objetivo primário de fazer computadores pessoais para fornecer serviços e sof- tware a clientes corporate.

No entanto, os investidores  perderam a paciência uma vez que as ações da Dell desceram mais de 30 por cento nos últimos cinco anos, antes da empresa anunciar os planos de venda, em fevereiro.

Com este negócio, a Dell tornou-se a “maior startup do mundo”. O processo ficou conhecido por “Dell going private”, apesar de não se poder traduzir para português de forma literal, uma vez que a empresa nunca foi pública; é uma forma de dizer que a Dell saiu da bolsa e que fica livre de apresentar relatórios trimestrais em Wall Street.

A empresa já fez mais de 13 mil milhões de dólares em aquisições, principalmente em software e empresas networking, para criar um serviço apontado às pequenas e médias empresas.

Segundo João Albuquerque, da Dell Por- tugal, “a Dell de hoje não é a Dell de há oito ou dez anos; é uma Dell que se posiciona e fala com o cliente com soluções end-to-end, onde ouve o cliente e dá-lhe exatamente aquilo que ele quer, tocando várias, ou mesmo todas, áreas das suas necessidades”. A Dell pretende focar a organização através da consolidação de todo o portfólio da empresa.

João Albuquerque compara a situação atual da Dell com uma equipa de Fór- mula 1, no sentido em que as equipas, no final da época, se fecham na fábrica e melhoram todos os aspetos do carro no maior secretismo. Da mesma forma, a Dell vai agora “fechar-se” e vai centralizar todas as aquisições que fez ao longo do tempo numa estratégia consolidada, com base em alguns princípios e objetivos. “Voltar a ser líder em end-user computing é um nosso objetivo, ser uma empresa de operações end-to-end, queremos ser uma empresa que preste serviços de elevada qualidade, como já hoje o fazemos e queremos dar continuidade a esse resultado”.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor