Critical Software de volta ao espaço

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A tecnologia e o know-how da Critical Software está a bordo do primeiro satélite da missão Sentinel-1 lançado no passado dia 3 de Abril, no âmbito do novo programa de observação da terra da Comissão Europeia- Copernicus. A participação da empresa portuguesa na missão teve início em 2009, desde então a tecnológica portuguesa contribuiu ativamente

A tecnologia e o know-how da Critical Software está a bordo do primeiro satélite da missão Sentinel-1 lançado no passado dia 3 de Abril, no âmbito do novo programa de observação da terra da Comissão Europeia- Copernicus. A participação da empresa portuguesa na missão teve início em 2009, desde então a tecnológica portuguesa contribuiu ativamente para melhorar a implementação dos sistemas de bordo e garantir o funcionamento dos sistemas críticos sem falhas.

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A Critical  Software, empresa especializada no desenvolvimento e comercialização de sistemas de informação críticos e cuja génese está profundamente ligada ao mercado do espaço, é uma das empresas europeias envolvida no desenvolvimento do primeiro satélite do programa da União Europeia Copernicus, lançado dia 3 de Abril. O Sentinel-1A, cujo desenvolvimento foi atribuído em 2007 pela Agência Espacial Europeia à Thales Alenia Space Itália, foi lançado a bordo de um foguete Russo Soyuz, a partir da estação de lançamento de Kourou, na Guiana Francesa. O lançamento do segundo satélite Sentinel-1 está previsto para 2016. O envolvimento da Critical Software na missão iniciou-se em 2009, quando o consórcio da empresa assinou contrato para acompanhar o desenvolvimento e contribuir ativamente para a melhoria da implementação dos sistemas de bordo, garantindo o seu funcionamento sem problemas.

O Sentinel-1, que está integrado no programa Copernicus de Observação da Terra, tem como objetivos a monitorização terrestre, incluindo zonas florestais e aquáticas, os solos e as zonas agrícolas, bem como a monitorização das superfícies oceânicas (gelo, navios, derrames de óleo, alterações climáticas, etc.).

As operações dos dois satélites da gama Sentinel-1 terão uma duração de 7 anos e vão ser colocados numa órbita circular a 693 Km da superfície da terra para realizarem 175 órbitas em apenas 12 dias. Cada satélite pesa cerca de 2300 Kg e tem 3,4 metros de comprimento.

O projeto de construção deste satélite contou com a participação da empresa nacional, tendo trabalhado durante os últimos cinco anos em estreita colaboração com a Thales Alenia Space Itália e a Agência Espacial Europeia no aprimoramento dos sistemas mais sensíveis e críticos do satélite. Esta colaboração, iniciada com uma reunião em Roma em Abril de 2009, levou a tecnológica portuguesa a conhecer detalhadamente os sistemas críticos do satélite, a identificar não só problemas a nível do software e do sistema, mas também a influenciar as melhorias operadas durante o período, nomeadamente no que diz respeito a questões de autonomia, redundância, robustez e recuperação de eventuais falhas nos subsistemas.

Foram efetuadas verificações e validações detalhadas às técnicas e processos de sobrevivência do sistema, às capacidades de monitorização de anomalias e possibilidades de recuperação de erros, visando garantir que o Sentinel-1 funcione em situações normais, mas sobretudo que o possa continuar a fazer na presença de falhas e anomalias.

“A colaboração com os nossos colegas italianos foi um grande desafio para os nossos engenheiros e foi extremamente enriquecedora. A partilha de uma identidade cultural com uma raiz comum, permitiu-nos superar com sucesso e relativa facilidade os contextos de pressão e os períodos mais complicados que também ocorreram,” afirma Nuno Silva, Gestor do Projeto da CriticalSoftware.

A Thales Alenia Space confiou ainda à empresa lusa a responsabilidade de confirmar todas as alterações sugeridas para melhorar o funcionamento, desempenho, disponibilidade e fiabilidade dos diversos subsistemas críticos deste satélite, bem como a aprovação e autorização finais das alterações e das funcionalidades dos sistemas.

“É com grande orgulho que vemos agora o Sentinel-1 a caminho do seu destino, confiantes que cumprirá a sua missão sem grandes dificuldades. Devido ao talento, profissionalismo e qualidade da nossa equipa de engenheiros foi-nos possível produzir, aceitar todo o sistema e contribuir para o sucesso desta missão”, concluiu Nuno Silva.


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