Gatewit: Contratação pública catapulta negócio internacional

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A Gatewit foi considerada pelo Great Place to Work Institute a melhor empresa com menos de 100 colaboradores para se trabalhar em Portugal. Pedro Vaz Paulo, CEO disse à “B!T” que a estratégia para o futuro baseia-se fundamentalmente na internacionalização, a par da consolidação do mercado nacional, com a entrada em novos mercados, e pela

A Gatewit foi considerada pelo Great Place to Work Institute a melhor empresa com menos de 100 colaboradores para se trabalhar em Portugal. Pedro Vaz Paulo, CEO disse à “B!T” que a estratégia para o futuro baseia-se fundamentalmente na internacionalização, a par da consolidação do mercado nacional, com a entrada em novos mercados, e pela aposta contínua na inovação. “Espera-se que os mercados internacionais representem uma fatia cada vez maior quer no volume de negócios, quer na faturação da empresa, contribuindo assim para tornar também Portugal num centro de excelência e know-how”. PVPaulo_CEO Gatewit3151223108647753659 A Gatewit, a Cisco e a Microsoft foram as vencedoras do prémio “Great Place to Work” em 2014. A Gatewit venceu na categoria de menos de 100 colaboradores, a Cisco Systems Portugal na categoria de 100 e 250 colaboradores e a Microsoft Portugal na categoria de mais de 250 colaboradores. A SAS Portugal é vencedora na categoria Great Place to Work para Jovens 2014, a Royal Canin na categoria Great Place to Work para Mulheres 2014 e a ROFF é o Great Place to Work em Liderança 2014. Ou seja, as TI estão em grande como os melhores sítios para se trabalhar, pelo menos no entender do Great Place to Work Institute, uma empresa de consultoria de pesquisa e gestão sediada nos EUA. Pedro Vaz Paulo, CEO da Gatewit, Somos empresa especializada no desenvolvimento de plataformas de compras eletrónicas, admite que este ano tem corrido bem e que a empresa tem sentido um aumento na procura de soluções de eProcurement no mercado nacional com especial foco no sector privado. “Fomos ainda distinguidos por quatro organizações independentes como a melhor empresa do sector das TI, o que reflete a qualidade dos nossos recursos humanos e a qualidade dos nossos produtos e serviços”. Considerando que o primeiro trimestre “foram meses positivos”, Pedro Vaz Paulo acrescenta ter havido, no sector público, um acréscimo de empresas a registarem-se na plataforma “Compras Públicas da Gatewit”, plataforma que segundo o Relatório de Contratação Pública em Portugal publicado pelo INCI (18 Março 2014), mais concursos tem a decorrer e mais oportunidades de negócio oferece. “Há cada vez mais empresas interessadas em fornecer o estado.”  

Qualidade de trabalho reconhecida

E foram várias as áreas que alavancaram o negócio neste trimestre. Para Pedro Vaz Paulo, a qualidade do trabalho foi confirmada, “como se pode verificar no reconhecimento da Gartner, que destacou a Gatewit como um dos top três fornecedores de eProcurement. Este reconhecimento tem tido um efeito positivo e tem feito com que o nosso nome seja ainda mais conhecido a nível internacional”. Um reconhecimento, nas palavras do CEO, “merecido do nosso esforço, know-how e da nossa competência no sector de eProcurement, no qual nos temos focado ao longo dos anos e no qual queremos continuar a apostar, com novas soluções e novos clientes”. Aliás, Pedro Vaz Paulo apregoa que com uma liderança jovem e dinâmica a Gatewit estimula o empreendedorismo e a capacidade de assumir riscos, considerando a inovação um fator crucial de sucesso. “Esta filosofia aplica-se na nossa relação com os clientes e acionistas”. Para os próximos três meses, Pedro Vaz Paulo admite que a contratação pública desempenha um papel fundamental na Estratégia Europa 2020 como um dos instrumentos de mercado a utilizar para alcançar um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, assegurando simultaneamente a utilização mais eficiente dos fundos públicos. “Neste sentido esta Diretiva tem contribuído para o aumento da atividade internacional em especial na Europa. Neste âmbito estamos a trabalhar em conjunto com entidades governamentais em Espanha, Alemanha, França, com consultoria e preparação dos processos de transição, para a utilização de meios eletrónicos nesses países”.  

Internacionalização é o principal foco

Para a Gatewit, a estratégia para o futuro baseia-se fundamentalmente na internacionalização, a par da consolidação do mercado nacional, com a entrada em novos mercados, e pela aposta contínua na inovação. “Espera-se que os mercados internacionais representem uma fatia cada vez maior quer no volume de negócios, quer na faturação da empresa, contribuindo assim para tornar também Portugal num centro de excelência e know-how”. A Gatewit está também envolvida na Agenda Digital Europeia. A partir de 2016, o objetivo da Comissão Europeia é que a contratação pública comece a ser feita em todos os estados membros através de plataformas eletrónicas, que visa gerar poupanças aos contribuintes. “Estamos por isso numa posição privilegiada para responder positivamente a esta orientação, dado que somos líderes no mercado nacional e fomos a primeira empresa portuguesa a criar uma plataforma de compras eletrónicas adaptada à legislação em vigor. A nível europeu, o objetivo é, até 2020, reduzir cerca de 20% dos custos”. Aliás, Pedro Vaz Paulo acredita que o mercado português poderá servir de exemplo para os restantes países da União Europeia durante o processo de transição para o eProcurement. “Numa altura em que os orçamentos são ‘esticados’, as soluções de eProcurement preveem reduções de custo na ordem dos 30%, o que é claramente um valor muito significativo como parte da despesa global do setor público da UE. A adoção antecipada por muitas entidades do setor público indica a enorme expectativa de que o eProcurement terá um forte impacto no futuro das compras públicas”.


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