Conetividade é o combustível do progresso

Mobilidade

Estamos a viver uma nova revolução tecnológica, defendeu Hans Vestberg, presidente e CEO da Ericksson, na Futurecom 2014. Uma revolução que vai catapultar os atuais 7,1 mil milhões de pessoas com subscrições móveis para os 9,1 mil milhões em 2019. Mais do que o número de pessoas que existe em todo o mundo… “Só vos posso dizer

Estamos a viver uma nova revolução tecnológica, defendeu Hans Vestberg, presidente e CEO da Ericksson, na Futurecom 2014. Uma revolução que vai catapultar os atuais 7,1 mil milhões de pessoas com subscrições móveis para os 9,1 mil milhões em 2019. Mais do que o número de pessoas que existe em todo o mundo…

Hans Vestberg, presidente e CEO da Ericksson

“Só vos posso dizer que a velocidade que atingimos hoje é muito lenta. Vai aumentar muito nos próximos anos!”, disse Hans Vestberg à plateia que enchia uma das salas de conferência do Transamerica Expo Center onde está a decorrer a edição deste ano da Futurecom, em São Paulo. “Vamos mais do que dobrar o número de pessoas com acesso à internet nos próximos cinco anos e isto vai criar todo um mundo diferente. Vai impactar as pessoas, as indústrias e vai transformar a própria sociedade”. Ou seja, estaremos perante a verdadeira sociedade conectada, diz o executivo. Uma sociedade e um mundo onde a Ericksson insiste em estar presente.

Hoje, a empresa sueca é responsável pelo registo de mais de 35 mil patentes e mais de 25 mil trabalhadores dedicados apenas à investigação e desenvolvimento (num universo de 114 mil funcionários). Aliás, em I&D, a Ericksson faz um investimento anual de cinco mil milhões de dólares norte-americanos, sendo que em 2013 faturou qualquer coisa como 35 mil milhões de dólares.

”Se uma empresa quer sobreviver 138 anos tem de ter diferentes produtos, diferentes mercados e diferentes estratégias. A base de receitas mudou. Os celulares já nem sequer existem mais”. O negócio tem vindo efetivamente a mudar para empresas como a Ericksson. Basta vermos que em 1999, 73% do negócio da empresa sueca advinha do hardware e 27% dos serviços e software. Hoje, apenas 34% desse mesmo negócio é hardware, sendo os restantes 66% serviços e software. “No último ano compramos várias empresas pata nos ajustarmos e esta transformação vai continuar a ocorrer nos próximos anos”.

O executivo, que falou em português e mostrou um orgulho imenso pela filha ter passaporte brasileiro, assume que a própria indústria se está a reinventar e que a imaginação é o limite da sociedade conectada. Uma sociedade onde a Internet das Coisas vai, com toda a certeza, desempenhar papel de destaque. “A sociedade conectada está aqui! Vai transformar a vida dos usuários e a forma como diversas indústrias vão usar a tecnologia”.


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