CMOs procuram modelos de negócios colaborativos para impulsionar inovação

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A IBM anunciou o estudo “Redefinindo Mercados”, realizado com 723 CMOs (Chief Marketing Officers) de 18 indústrias no mundo todo. A pesquisa mostra as principais áreas-foco desses executivos para 2016 e aponta que o maior desafio é a tendência conhecida como “uberização”, na qual uma empresa com um modelo de negócio diferente do tradicional se transforma num concorrente, tornando-se num grande player do mercado.

O estudo é um recorte do CxOs Study, realizado com líderes de diversas áreas, como finanças, RH, marketing, além de presidentes de empresas. Dois terços dos CMOs globais entrevistados acreditam que o grande desafio de negócios que enfrentam atualmente é o da convergência industrial – tecnologias disruptivas a romper barreiras que existiam entre indústrias anteriormente distintas.

Como resultado, o estudo constata que 63% dos líderes de marketing estão a priorizar os seus investimentos para que os clientes tenham experiências mais profundas e relevantes.

Como parte deste estudo, a IBM identificou dois subgrupos distintos de CMOs: os “Desbravadores”, vindos de empresas com elevadas faturações e reputações igualmente fortes; e os “Seguidores do Mercado”, provenientes de negócios não tão bem-sucedidos financeiramente e com perfis não tão bem estabelecidos.

Os CMOs “Desbravadores” sentem que o seu progresso em gerir a explosão de dados foi mais eficiente – 47% contra os 27% dos “Seguidores de Mercado”. Além disso, esse grupo está mais focado em mapear a jornada do consumidor – 82%, comparado com os 65% dos “Seguidores de Mercado”. Os “Desbravadores” também tendem a experimentar modelos de negócios mais abertos e colaborativos.

Os executivos entrevistados identificaram as quatro principais prioridades para 2016:

1. Enriquecer a interação: Os CMOs consideram a criação de experiências direcionadas aos clientes como a sua principal prioridade. Três quartos dos líderes entrevistados utilizam marketing experimental e de eventos mais frequentemente do que o grupo de “Seguidores de Mercado”.

2. Adotar a ruptura de antigos padrões criativos: 67% dos CMOs avaliam a direção de acordo com as transformações tecnológicas. Aqueles de organizações que estão na liderança são mais suscetíveis à adoção do que chamam de ruptura criativa e constroem, a partir disso, os modelos de negócios mais abertos e colaborativos para impulsionar efetivamente a inovação.

3. Introduzir conhecimentos centrados em dados em toda a decisão de marketing: Apesar dos grandes avanços na análise de dados feitos por CMOs, 60% deles preparam-se para trazer mais conhecimento em campanhas de marketing nos próximos 3 a 5 anos.

4. Aumentar a perspicácia digital: 79% dos CMOs planeiam contratar funcionários com habilidades digitais para aperfeiçoar as suas iniciativas. A maioria deles procura recursos fora dos seus próprios negócios – três quartos (74%) dos CMOs planeiam parceria com outras empresas para aproveitar os seus conhecimentos digitais ou trabalhar com empresas de consultoria.


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