Cloud: a solução de hoje para o futuro do negócio

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A cloud tem já uma forte presença nos ecossistemas empresariais e calcula-se que o seu impacto nos negócios seja cada vez mais significativo. Contudo, algumas organizações, apesar de estarem cientes dos benefícios que a cloud traria para o seu negócio, hesitam em abraçar as soluções desta estirpe, devido a receios que se prendem com a

A cloud tem já uma forte presença nos ecossistemas empresariais e calcula-se que o seu impacto nos negócios seja cada vez mais significativo. Contudo, algumas organizações, apesar de estarem cientes dos benefícios que a cloud traria para o seu negócio, hesitam em abraçar as soluções desta estirpe, devido a receios que se prendem com a segurança e com a localização dos dados. Mas uma coisa parece ser consensual: a cloud faz mover os negócios de hoje.

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“A cloud é o motor que torna as coisas possíveis”, sentenciou Frank Wammes, da divisão de applications services para a Europa continental da Capgemini, no decorrer de uma conferência organizada pela ACEPI – Associação da Economia Digital, em parceria com a Fundação Portuguesa das Comunicações, sobre os impactos da cloud nas empresas. O responsável acredita que as empresas que verdadeiramente singrarão na contemporaneidade serão aquelas que forem capazes de digitalizar as suas estratégias de negócio.

Wammes disse que a adoção de soluções digitais no negócio potencia o aumento de receitas. No entanto, realçou que receitas não são lucro, e que a geração deste só é fortalecida caso as empresas estejam munidas de uma estratégia digital de longa duração. Os modelos de negócio digital, de acordo com o executivo, ajudam a aumentar os lucros e a capitalizar novas oportunidades.

A par de muitos outros, Frank Wammes afirma que as empresas estão cada vez mais focadas em software e no cliente, e que, no futuro, a norma será modelos de cloud híbrida.

Num segundo momento, em mesa redonda, António Miguel Ferreira, diretor executivo da Claranet Portugal, afirmou que a migração para a cloud é um evento inevitável, “é como tentar parar o vento com as mãos”. O responsável disse ainda que as empresas cada vez mais procuram ferramentas que lhes permitam responder de forma mais expedita e precisa às mudanças do mercado e das necessidades daqueles para quem trabalham, de forma a reforçar as suas capacidades competitivas. A cloud, acredita António Miguel Ferreira, é o catalisador dessa agilidade.

Por sua vez, o líder da unidade de serviços globais de tecnologia e de outsourcing estratégico da IBM Portugal, João Gonçalves, disse que “a cloud é um enabler, do ponto de vista do negócio”, na medida em que permite tornar os processo mais ágeis e mitiga custos de manutenção de infraestruturas. O executivo alvitrou que a escolha das plataformas cloud deve ser feita tendo em conta os objetivos do negócio. Neste âmbito, Frank Wammes, em declarações à B!T, disse que, existindo agora uma imensidão de fornecedores de serviços cloud, é essencial orientar a escolha segundo o que a organização pretende alcançar.

Não obstante a desenvoltura que traz para os negócios, a cloud dá também azo, como referiu Abel Aguiar, diretor da divisão de cloud e data center da Portugal Telecom, a práticas de Shadow IT, conceito que caracteriza a utilização ou instalação clandestina de aplicações e sistemas na rede da empresa. Para combater estes desvios, é preciso, como nos disse Wammes, que a organização adote uma postura orquestradora, ou seja, que desenhe toda uma arquitetura operacional através da qual consiga gerir a atividade na sua rede de forma eficiente e transparente.

Em representação da SAP Portugal, Rui Gaspar, líder do departamento de HANA, tecnologia e analítica, disse que “a cloud não é um fim em si mesma”, mas sim um meio que permite às empresas alcançarem crescimentos e posicionamentos mais sólidos. Ele sublinhou ainda a importância de uma integração fluída e constante de sistemas de origens díspares, para que o desempenho da organização não seja negativamente impactado devido a situações de incompatibilidade entre fornecedores de managed services. Ainda, o executivo da SAP Portugal disse que as empresas têm de focar-se no seu core business, na gestão da sua informação, ao invés de se debruçarem e desembolsarem quantias avultadas de dinheiro na gestão de plataformas e infraestruturas.

Rui Rosa, gestor de soluções de negócio da SAS Iberia, ecoou as palavras do homónimo, afirmando que cada vez mais as empresas estão a libertar-se do grilho da tecnologia, “que é uma pura commodity”, e a concentrar os seus esforços e atenções na gestão da informação e governance.

Cloud nas Telecomunicações: ameaça ou oportunidade?

Em conversa com a B!T, Frank Wammes afirmou que as operadoras de telecomunicações confrontadas com grandes desafios, mas também terão ao seu alcance grandes oportunidades. A Internet of Things (IoT) emerge como uma nova área de atuação das telcos, na medida em que estas podem construir os seus serviços em torno deste cada vez mais forte paradigma tecnológico, com a gestão de redes de dispositivos conectados.

Wammes acredita que as operadoras poderão cair no radar de empresas como a Intel e a Cisco, como potenciais alvos de aquisição. Neste sentido, o executivo disse que as empresas fornecedoras de serviços de rede olharão para as operadoras de serviços de telecomunicações como mais-valias para o seu negócio, integrando-as na sua supply chain. Contudo, as organizações do setor das comunicações poderão conquistar novos territórios, como a IoT, divergindo do tradicional modelo de operação em direção a outros níveis de comunicação.

“Se não nos adaptarmos à cloud, estamos fora”, sentenciou Frank Wammes.


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