CIO: 40% do tempo é gasto fora do departamento de TI

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A CIONET divulgou o ‘Accelerating local innovations while boosting global synergies – The 2014 Digital Leadership Report’, um estudo que pretende alertar a comunidade para a evolução no papel dos líderes digitais e para alguns dos principais casos de sucesso. O crescente envolvimento dos CIOs nos processos de negócio é uma tendência incontornável. Um dos

A CIONET divulgou o ‘Accelerating local innovations while boosting global synergies – The 2014 Digital Leadership Report’, um estudo que pretende alertar a comunidade para a evolução no papel dos líderes digitais e para alguns dos principais casos de sucesso. O crescente envolvimento dos CIOs nos processos de negócio é uma tendência incontornável.

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Um dos principais dados estatísticos revelados pelo estudo é o facto de, em 2014, os CIOs europeus dedicarem, em média, 40% do seu tempo a trabalho com colegas não-IT, ou seja, de fora do departamento de tecnologias de informação. Entre 45% a 55% das atividades dedicadas à gestão e inovação dos processos de negócio são feitas com colegas não-IT, bem como, em média, 29% do tempo dedicado aos serviços de TIC. Já a inovação de produtos e serviços para o cliente é feita, em média, 41% do tempo com o CIO a trabalhar fora do departamento de IT.

Em 2016, é esperado que 50% dos CIOs foque o seu tempo maioritariamente no redesenho e inovação de processos de negócio e apenas 15% dos CIOs terão um papel primariamente tecnológico, tendo os restantes 35% um papel mais determinante na inovação de produto e na relação com clientes externos.

Cumulativamente, o estudo traça o perfil dos atuais líderes digitais, definindo o portfólio de competências essenciais. Assim, o CIO deve ter três áreas de desenvolvimento, duas verticais e uma horizontal. As competências verticais são: um profundo conhecimento técnico em sistemas de TIC (como arquitetura de negócio, IT governance, aplicações e segurança); e expertise em negócio (como operação, produto, cliente, mercado e setor). Por outro lado, o seu perfil deve incluir ainda um conjunto de competências horizontais e transversais que se têm revelado cada vez mais importantes – capacidade de motivação, design e usabilidade, negociação e gestão de mudança.

O documento identifica ainda dois dos fatores que distinguem as empresas competitivamente ágeis: maturidade das plataformas digitais (coordenação, standardização e partilha de tecnologia, processos de negócio e dados) e Program Management (agrupamento de projetos interdependentes sob a mesma gestão para utilização mais eficiente de recursos).

De acordo com uma outra pesquisa da CIONET, em colaboração com a Comissão Europeia, a procura de líderes digitais já excede a oferta e a diferença entre os dois vai aumentar nos próximos anos, com o crescente awareness das empresas para a necessidade de tecnologia mesmo nas pequenas e médias empresas, algumas com departamentos de TI ainda pouco desenvolvidos ou inexistentes.


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