Cinco startups participam no acelerador inRes da Carnegie Mellon

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A nova edição do acelerador de negócio InRes do programa Carnegie Mellon Portugal arranca esta semana, com uma fase de preparação da incubação nos Estados Unidos.

Nesta terceira edição, são cinco as equipas portuguesas selecionadas para a primeira fase do inRes: All in Surf, Helppier, James, Smart Insole e Wireless Link. O programa faz parte das iniciativas CMU Portugal, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, e vai levar os portugueses até Pittsburgh e Silicon Valley.

O foco desta fase inicial é a capacitação dos participantes e a “afinação” dos conceitos de produto e de negócio, para o desenvolvimento de um plano para a imersão de sete semanas nos Estados Unidos. A preparação inicia-se em Portugal, com quatro workshops e com a participação de mentores. Depois, serão selecionadas as equipas que poderão usufruir da experiência nos EUA, com imersão no campus de Pittsburgh e no campus de Silicon Valley da CMU, entre setembro e novembro.

A imersão foca-se no reforço das competências de gestão e liderança para projetos em fase inicial, no desenvolvimento do conceito de produto ou serviço e no processo de aceleração do negócio. Além de vários seminários, workshops e sessões “hands-on”, os participantes terão a oportunidade de participar em conferências e eventos de relevo internacional, reforçando assim a sua visibilidade e capacidade de networking.

Este ano, a equipa de mentores do inRes conta com o envolvimento e participação de Robb Myer, empreendedor residente da Carnegie Mellon University, e fundador e ex-presidente da startup de sucesso NoWait. Robb Myer tem sido mentor de dezenas de equipas e tem uma longa experiência empresarial na área tecnológica.

A ideia, diz diretor nacional do Programa CMU Portugal e coordenador do inRes João Claro, é dar às equipas uma oportunidade de formação com workshops intensivos, em que podem começar a trabalhar numa rede de contactos mais alargada.

As equipas desta edição têm projetos inovadores e muito promissores, explorando sectores estratégicos dentro da área das TIC”, refere. “Além disso, todas estão numa fase de desenvolvimento que lhes permitirá beneficiar de um dos eixos fundamentais do inRes, que consiste em aperfeiçoar e validar os seus conceitos de produto e os modelos de negócio, através do contacto com especialistas, potenciais utilizadores, clientes ou parceiros.”

Startups selecionadas para o inRes

Estas equipas vão participar na primeira fase do inRes, havendo depois um processo de seleção para a imersão nos EUA.

All in Surf – Tecnologia aplicada a atividades desportivas de deslize aquático que maximiza a eficácia das medições e facilita a aplicação prática da melhor evidência existente, buscando sempre o aperfeiçoamento da prática desportiva, seja através da melhoria dos treinos, materiais construtivos, equipamentos, etc.

Helppier – Serviço de software online que permite criar ajudas interativas para um site ou aplicação web, num curto período de tempo.

James – Solução de software para gestores de risco que permite utilizar algoritmos avançados para evitar o crédito malparado.

Smart Insole – Palmilha flexível e equipada com sensores que permite a adaptação do produto a qualquer tipo de calçado e segundo as necessidades do utilizador.

Wireless Link – Sistema que melhora a velocidade e a qualidade da transmissão vídeo de drones, em direto.

Além de João Claro e de Robb Meyer, entre os especialistas envolvidos nesta terceira edição destacam-se também Dave Mawhinney, recentemente nomeado diretor executivo do Centro Swartz de Empreendedorismo, Kit Needham, do acelerador “Project Olympus”, e Tara Branstad e Reed McManigle, do Centro de Transferência de Tecnologia e Criação de Empresas da CMU.

“inRes” é a abreviatura de “Entrepreneurship in Residence”.


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