Quatro questões importantes sobre a recém-nascida Alphabet

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Foi esta segunda-feira que a Google anunciou que a empresa, como a conhecíamos, iria deixar de existir. Nasceu então a Alphabet para agregar as várias unidades de negócio e substituir a cotada em bolsa.

O CEO Larry Page explicou que o objetivo desta mudança seria permitir uma maior transparência em relação às operações web e projetos de longo-prazo da companhia.

Este tem sido o tema quente da semana, por isso a Bloomberg propôs algumas questões a ter em conta sobre o mesmo. Afinal, trata-se de uma das maiores empresas do mundo.

Informação detalhada sobre os negócios emergentes

Há muito que a Google é mais do que uma empresa web. Desde os carros autónomos a tecnologia relacionada com a saúde, a gigante tecnológica tem aumentado o seu portfólio em vários negócios não centrais. Agora a Alphabet vem separar aquilo que é a atividade principal da empresa, as atividades web, daquilo que fica em segundo plano.

E Wall Street não quer perder pitada do estado financeiro de todos os projetos da empresa, escreve a Bloomberg. Ainda deseja mais: ter conhecimento do desempenho de negócios mais pequenos como o Google X, Fiber ou Calico.

Mas,David Yoffie, professor na Harvard Business School, mostrou-se pouco esperançoso em declarações à Bloomberg: “não vamos receber muita informação a partir desta reestruturação”.

Informação sobre o negócio central

Um dos principais benefícios de isolar o negócio de pesquisa da Google é os investidores poderem avaliar a unidade única e exclusivamente pelo seu desempenho financeiro. Assim, diz a Bloomberg, haverá mais espaço para esta divisão de negócio dar mais detalhes sobre o seu comportamento.

James Cakmak, analista na Monness Crespi Hardt & Co, relembra que “historicamente, a Google sempre foi uma caixa negra”. Será que vai mudar?

Dinheiro, dinheiro

Uma outra vantagem que esta nova estrutura traz é a facilidade em fazer novas aquisições, já que as compras podem ser realizadas sem misturar negócios. Será ainda mais fácil para o grupo lançar spin-offs das empresas existentes. Assim, os investidores vão andar de olho na maneira como a Alphabet aplica o seu dinheiro.

A nova estrutura de gestão 

Acima de tudo, os investidores vão tentar perceber se a reorganização dos executivos da empresa funciona. Larry Page deixou de ser CEO da Google para ficar à frente da Alphabet, com Sergey Brin no lugar de presidente. Sundar Pichai ganhou fama ao ser promovido para CEO da Google. E todos os negócios da nova empresa vão ter o seu próprio CEO.

Resta saber se esta nova estrutura vai ajudar a gerir o negócio de forma mais eficiente. Pelo menos Ryan Jacob, que gere as ações da Google como parte do seu Jacob Internet Fund, acredita que esta foi uma boa decisão. “Vai haver mais claridade”, disse à Bloomberg. “Sem dúvida que está numa boa direção”.


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