Chronospost revela hábitos de compra online dos europeus

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O estudo E-Shopper Barometer Report de 2017 do DPDgroup, detentor da Chronopost, mostra as tendências e oportunidades ligadas ao comércio eletrónico na Europa. Em Portugal, a moda continua a ser a principal categoria de produtos adquiridos online, representando 14,7% das compras realizadas no ano passado.

O estudo conduzido pela Kantar TNS contou com 23.849 participantes em 21 países europeus (Alemanha, Áustria, Bélgica, Croácia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, França, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Holanda, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia, Suiça) e na Rússia. No nosso país foram realizadas 1009 entrevistas.

Os compradores frequentes, que representam um terço de todos os e-shoppers europeus, valem 86% de todas as compras online. De uma forma geral, os e-shoppers tendem a comprar em sites que conhecem e em que confiam, independentemente da categoria de produto.

Este ano o estudo tem como novidade a análise do sector alimentar, tendo cerca de 14% do total de e-shoppers, e 30% dos compradores frequentes, referido que já compraram alimentos frescos e bebidas online.

Mais de metade dos e-shoppers escolheram comprar em sites cross-border, um crescimento de 2% comparado com o ano passado. As compras efectuadas em sites estrangeiros valem quase 1/5 (19,2%) de todos os bens comprados. De entre os e-shoppers que compraram fora do seu país de origem em 2017, cerca de 67% escolheram sites localizados na Europa, desses 39% fazem-no em países vizinhos. Em relação aos compradores que realizaram compras fora da Europa, 44% escolheram a China e 33%, os EUA.

O estudo revela que o E-shopping Cross-border está a crescer significativamente, em especial para os produtos chineses, e que a larga maioria dos e-shoppers (81%) estão satisfeitos com a sua experiência.

O barómetro aponta que uso de smartphones para comprar online continua a aumentar, especialmente entre compradores frequentes e millennials, mas o portátil/computador continua a ser o equipamento principal para comprar online. Da mesma forma, os e-shoppers não compram exclusivamente numa aplicação e 43% destes acreditam que ter um site mobile-friendly é um importante critério de compra.

Preferências de pagamento e de entrega variam largamente de um país europeu para outro, e os e-shoppers querem poder escolher de entre uma vasta oferta de opções para encontrar a mais conveniente para si.  Por exemplo, 58% dos e-shoppers franceses usam regularmente parcel shops, comparados com uma média europeia de 17%. A Estónia é a recordista na utilização de lockers (cacifos eletrónicos), com 80% de escolha regular desta opção de entrega, quando comparada com 8% dos europeus na totalidade. E, 69% dos e-shoppers romenos preferem entrega-contra-reembolso como método de pagamento, substancialmente superior que a média europeia de 13%.

“O estudo deste ano sublinha o potencial claro que as compras cross-border representam. Um dos três factores principais que podem ajudar as compras online cross-border relaciona-se com os comportamentos e requisitos locais, bem como com as necessidades específicas em cada mercado. Plataformas mobile-friendly são o segundo destes factores, suportados pelo crescimento do m-commerce. E, finalmente mas não menos importante, garantir que a 1ª experiência para os novos e-shoppers assegura a sua fidelização a longo prazo”, refere, em comunicado, Jean-Claude Sonet, Marketing Director do DPDgroup.

Portugal está alinhado com a Europa apesar de comprar menos online

Em Portugal, as compras online representam 8,6% do total de compras, quando a média europeia é de 11,3%. Além da moda, os produtos High-tech/ Electrónica (13,7%) e os de Cosmética/ Saúde (11%) são os mais adquiridos na internet. 

A maioria dos e-shoppers portugueses (71%) são mais fiéis a alguns websites mas gostam de variar ocasionalmente. A tendência dos portugueses é fazerem compras funcionais (46%), mas
têm a maior taxa de compras excepcionais na Europa (37%), sendo que a maioria dos compradores (63%) comprou directamente no website, sem passar por um motor de busca.

As compras através de dispositivos móveis estão também a crescer em Portugal, com 47% dos inquiridos a dizer que usa  smartphone. Um valor superior à média europeia que é de 39%.

Portugal é o 2º país na Europa com mais compras cross-border sendo que as digital wallets e o multibanco continuam a ser os métodos de pagamento preferidos dos compradores online.

Além disso, 68% dos portugueses receberam a sua encomenda com portes oferecidos e na sua maioria (68%) escolheram o domicílio como local para recepção. Contudo, o interesse em alternativas está a aumentar por ex. por parcel shops e lojas de retalhistas (click&collect).

A possibilidade de alterar a entrega, receber a encomenda no dia seguinte e a informação em tempo real, são razões que levam o e-shopper português a ter maior intenção de comprar num website, revela o estudo.

De forma geral, 90% dos e-shoppers comprariam num e-retalhista que disponibilize uma janela de 1 hora de entrega. A possibilidade de escolher a janela de 1 hora específica em que se pretende que seja efectuada a entrega e receber a encomenda no próprio dia, são os novos serviços de entrega que os compradores portugueses adoptariam com maior probabilidade no futuro.

“Quando analisamos o comportamento dos utilizadores de internet em Portugal, verificamos que 48% já faz compras online (45% em 2016). Mais de ¼ dos portugueses (25,6%) comprou pelo menos uma vez num website estrangeiro, bastante acima da média europeia de 19,2%. Os 3 países principais onde os e-shoppers portugueses compram continuam a ser o UK, China e Espanha, embora a China esteja a tornar-se cada vez mais popular e já tenha sido este ano o 1º país em que compraram”, afirma Olivier Establet, Presidente da Chronopost.


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