Chinesa Unigroup vence disputa para compra de 51% de unidade da HP

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A gigante norte-americana de hardware e software para TI, Hewlett-Packard, aceitou vender uma fatia avaliada em 51% de seu negócio de rede de dados baseado na China. A quantia para a aquisição é estimada em mais de dois mil milhões de dólares e deve ser paga pelo fundo de private equity, Tsinghua Unigroup.   As informações foram

A gigante norte-americana de hardware e software para TI, Hewlett-Packard, aceitou vender uma fatia avaliada em 51% de seu negócio de rede de dados baseado na China. A quantia para a aquisição é estimada em mais de dois mil milhões de dólares e deve ser paga pelo fundo de private equity, Tsinghua Unigroup.

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As informações foram reveladas às agências internacionais, por um executivo da controladora do fundo de investimento privado. O porta-voz da empresa asiática, Li Zhongxiang, indicou que a compra, apoiada pelo Estado Tsinghua Holdings, controlador da Tsinghua Unigroup, está confirmada, mas deve ter o valor oficial do negócio divulgado. Apesar disso, Zhongxiang ressalta que o negócio deve ser fechado em breve.

Outra informação, esta publicada pela agência Reuters, aponta que uma fonte que participa das negociações confirmou que um anúncio oficial da conclusão do negócio pode ser feito até o final desta semana.

Os porta-vozes da HP responsáveis pela comunicação da região Ásia-Pacífico, em países como Singapura, China e Malásia, recusaram-se a comentar as informações da venda. Se o acordo for confirmado, a Unigroup terá derrotado outra empresa apoiada pelo Estado, a China Huaxin Post and Telecommunication Economy Development Centre, que também tentou adquirir a unidade, fabricante de routers e switches para clientes corporativos.

A Huaxin ainda está espera que a HP revele a sua decisão, segundo um porta-voz da empresa, baseado em Xangai. A unidade disputada por ambas as empresas chinesas, concorre no mercado internacional com operações de outras gigantes como a Cisco, de infraestrutura corporativa, além das fornecedoras da cadeia de telecom, como a sueca Ericsson – líder do mercado de telefonia – a finlandesa Nokia e sua recente aquisição, Alcatel-Lucent, além da chinesa Huawei e da Japonesa NEC.

*Amauri Vargas é jornalista da B!T no Brasil


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