China quer base de dados para reforçar vigilância

Segurança

A China vai criar uma base de dados nacional acerca da população, baseada na identificação dos indivíduos e nos seus registos financeiros. Esta é mais uma das medidas que o governo chinês tem vindo a adotar para reforçar o seu jugo sobre a população e para aplacar mais eficientemente eventuais sinais de insurreição. A potência

A China vai criar uma base de dados nacional acerca da população, baseada na identificação dos indivíduos e nos seus registos financeiros. Esta é mais uma das medidas que o governo chinês tem vindo a adotar para reforçar o seu jugo sobre a população e para aplacar mais eficientemente eventuais sinais de insurreição.

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A potência asiática é conhecida pelo seu pulso-de-ferro sobre a Internet e sobre tecnologia fabricada por empresas estrangeiras. Em poucas palavras, a China procura extinguir pronta e ativamente todas as evidências de possível descontentamento populacional face ao regente Partido Comunista, liderado pelo seu Secretário-geral Xi Jinping.

Depois da Grande Firewall da China surgiu o Great Cannon (o “Grande Canhão”, literalmente), um mecanismo através do qual o governo consegue redirecionar um dado número de utilizadores chineses para um website que veja como uma ameaça e, intensificando o tráfego na página, desativa-o. Desta forma, Pequim transforma os cidadãos digitais em verdadeiras munições da sua estratégia de minimização de “elementos instigadores de descontentamento”.

Diz o governo que estas medidas assentam em premissas anti-terroristas, e que visam aplacar “eventos extremos”.

Esta nova base de dados vai permitir que a Administração chinesa, cujo mote poderia muito bem ser “Até as paredes têm ouvidos”, monitorize mais afincadamente os movimentos dos seus cidadãos, para promover a segurança dos mesmos, erradicando ideologias extremistas que, segundo o governo, advêm das mentes liberais do Ocidente.


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