China promete desbloquear Internet se receber Jogos Olímpicos

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Durante uma conferência, Wang Hui, representante da China no que diz respeito à candidatura aos Jogos Olímpicos de Inverno, garantiu que, caso o evento se realize no país, o acesso à Internet será mais livre. No entanto, Wang realçou que a maior parte dos sites bloqueados não são apelativos para os chineses e que, por

Durante uma conferência, Wang Hui, representante da China no que diz respeito à candidatura aos Jogos Olímpicos de Inverno, garantiu que, caso o evento se realize no país, o acesso à Internet será mais livre. No entanto, Wang realçou que a maior parte dos sites bloqueados não são apelativos para os chineses e que, por isso, não constituem um problema.

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Twitter, Facebook, Youtube, Gmail e Instagram são apenas alguns dos exemplos de sites ou aplicações cujo acesso é negado aos utilizadores chineses. A Great Firewall, criada à imagem da segurança providenciada, em tempos, pela Grande Muralha da China, tem bloqueado grande parte da Internet, no país, como medida de proteção do governo e seus governantes.

A Internet é vista como uma possível arma de insurgimento das populações e é, por isso, rigidamente controlada por uma entidade criada para o efeito. Esta forma de censura tem causado problemas às empresas internacionais mas surge, agora, também no seio de preocupações relacionadas com os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022.

A China é uma das candidatas a acolher o evento e não tem precedentes favoráveis neste campo. Aquando da realização dos Jogos Olímpicos de Verão, em 2008, no país, a organização também havia prometido o acesso livre à internet, porém, os jornalistas e demais participantes encontraram um cenário de bloqueio. Numa conferência, Wang Hui, representante da China para este assunto, garantiu, em declarações reportadas pela Reuters, que “sem dúvida, 2022 será ainda mais aberto do que 2008”.

Caso os jogos se realizem, de facto, na China, Wang afirma que os sites que costumam estar censurados serão temporariamente colocados online mas acrescenta que não entende qual o fascínio por aplicações como o Facebook. “Todos mencionam sempre o Facebook ou o Twitter, mas as pessoas à minha volta não gostam de o usar”, defendeu Wang.

De acordo com esta representante oficial, os utilizadores chineses não sentem falta desses sites, maioritariamente norte-americanos, uma vez que encontram, no seu país, melhores alternativas como o Weibo ou o WeChat. No entanto, a utilização de VPNs mostra que não será assim, tendo levado, inclusivamente, as entidades governamentais a bloquear também a utilização destas redes privadas virtuais.

Em julho, será conhecida a decisão da organização relativamente ao local onde serão realizados os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, sendo que em competição encontra-se também a cidade de Almaty, no Casaquistão.


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