China continua a apertar o cerco à Internet

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Uma vez mais a China conquista o seu lugar sob o foco das luzes da ribalta, mas não pela melhor das razões. As entidades censoras chinesas, foi hoje revelado, estão a investigar 52 websites, alguns dos quais sob a tutela do motor de pesquisa Baidu e do Youku Tudou, a plataforma de partilha de vídeos

Uma vez mais a China conquista o seu lugar sob o foco das luzes da ribalta, mas não pela melhor das razões. As entidades censoras chinesas, foi hoje revelado, estão a investigar 52 websites, alguns dos quais sob a tutela do motor de pesquisa Baidu e do Youku Tudou, a plataforma de partilha de vídeos análoga ao Youtube, escrutinando a Grande Rede em busca de conteúdo violento ou sexualmente explícito.

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Estas investigações surgem numa altura em que as autoridades chinesas asfixiam cada vez mais veementemente a Internet com medidas de controlo abusivo.

Em abril, o gabinete nacional anti-pornografia da China subtraiu uma série de licenças de publicações online ao site Sina.

Os mais recentes sites sobre os quais recaiu a sombra censora da investigação das autoridades reguladoras são, de acordo com a agência noticiosa oficial Xinhua, suspeitos de emitir material que apresenta conteúdo violento e impudico.

A Xinhua avançou ainda que os websites poderiam mesmo enfrentar acusações criminais caso fossem consideradas culpadas pelo organismo estatal responsável por todo o setor de media.

Também no mês de abril, esse mesmo organismo governamental proibiu a emissão online de vários programas televisivos norte-americanos, como o NCIS – Investigação Criminal e A Teoria do Big Bang, programas estes que não exibem conteúdos violentos, sexuais nem politicamente contestatários.

O escrutínio aos 52 sites, disse a Xinhua, faz parte de uma maior campanha do governo chinês que intenta expurgar da Internet todos os materiais moralmente ofensivos e politicamente perturbadores.


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