China aperta cerco a aplicações de serviços de táxi

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O governo chinês vai apertar ainda mais as regras relativas às aplicações que disponibilizam serviços de táxi, como o Uber. O objetivo é banir condutores e veículos sem licença. O anúncio foi feito pelo Ministro dos Transportes chinês, que disse ontem que “todas as empresas de aplicações de transporte devem reger-se pelas leis do mercado

O governo chinês vai apertar ainda mais as regras relativas às aplicações que disponibilizam serviços de táxi, como o Uber. O objetivo é banir condutores e veículos sem licença.

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O anúncio foi feito pelo Ministro dos Transportes chinês, que disse ontem que “todas as empresas de aplicações de transporte devem reger-se pelas leis do mercado dos transportes e levar as suas responsabilidades a sério. Os carros privados devem ser banidos da nossa plataforma de operações.”

A verdade é que o nome do Uber não foi mencionado, mas torna-se bastante claro que a empresa norte-americana será afetada, tal como os serviços chineses que prestam serviços semelhantes Kuaidi Dache e Didi Dache.

O Ministro explicou que o objetivo do governo é “banir os carros privados dessas aplicações, para que os passageiros fiquem mais descansados.”

Ainda que as afirmações possam parecer um obstáculo no percurso das aplicações de serviços de transporte, o governo chinês elogiou o “inovador modelo de serviço” que oferecem. “As empresas têm um efeito positivo nos serviços high-end no mercado dos transportes”, concluiu.

As restrições irão estender-se a todo o país, seguindo uma política que tem tido, até agora, aplicação regional. Em várias cidades da China, os protestos contra os carros sem licença, que fornecem serviços a estas aplicações, já se tinham feito sentir. Realidade esta que tem expressão similar na Europa e na América do Norte. Também em Portugal os taxistas já se manifestaram contra o Uber, que entrou recentemente no mercado de transportes de Lisboa e Porto.

A Uber já reagiu a estas restrições na China, em comunicação feita à Associated Press, dizendo que o “negócio está a correr como de costume” e que “respeita o papel do governo, que deve garantir que os cidadãos têm acesso a opções de transporte seguras, acessíveis e eficientes.”

Já um representante da Alibaba, que tem investimentos na Kuadi Dache, disse ao Financial Times que este tipo de serviço não é uma competição para os táxis, mas sim uma forma de “os completar”, já que oferece serviços “orientados para um mercado high-end”.

As três maiores aplicações de transporte na China são apoiadas por empresas que se têm vindo a tornar gigantes da internet: o Uber pelo motor de busca Baidu; a Kuaidi Dache pelo grupo Alibaba e a Didi Dache pelo grupo Tencent.


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