CGD cria aplicação para pagamentos móveis

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A Caixa Geral de Depósitos apresentou o seu serviço de pagamentos móveis Caixa Change. A aposta do banco português na mobilidade das transações traduziu-se numa aplicação para Android e iOS que visa transformar os dispositivos móveis em “carteiras digitais”. Dada a crescente preponderância dos dispositivos móveis no quotidiano das pessoas, a Caixa Geral de Depósitos

A Caixa Geral de Depósitos apresentou o seu serviço de pagamentos móveis Caixa Change. A aposta do banco português na mobilidade das transações traduziu-se numa aplicação para Android e iOS que visa transformar os dispositivos móveis em “carteiras digitais”.

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Dada a crescente preponderância dos dispositivos móveis no quotidiano das pessoas, a Caixa Geral de Depósitos decidiu atender às necessidades de mobilidade dos seus clientes e apresentar a aplicação móvel Caixa Change.

Maria João Carioca, administradora da CGD, descreveu a Caixa Change como sendo uma ferramenta que permite efetuar pagamentos de uma forma mais fácil e rápida. A executiva acrescentou que o banco está determinado a investir veementemente no desenvolvimento de soluções inovadoras.

“A Caixa quer ‘eletronizar’ os cartões”, disse Maricéu Silveira. Depois de relembrar o lançamento da Caixa Direta (plataforma de pagamentos online) e do serviço Caixa Plim (que permite transações entre particulares), a diretora dos Meios de Pagamentos da CGD afirmou que a Caixa Change surge como fruto da constante expansão das funcionalidades dos smartphones. A aplicação, segundo a responsável, pretende transformar os telemóveis em digital wallets, e restringir o volume de pagamentos feitos através de numerário.

Esta app de pagamentos móveis surge como uma “solução totalmente agnóstica”, segundo Maricéu Silveira, e foi desenvolvida exclusivamente com recursos da CGD.

O lançamento comercial da Caixa Change está previsto para a segunda metade de 2015. Atualmente a aplicação está ainda em fase de teste, sendo que o lugar escolhido para iniciar o projeto-piloto, no passado dia nove de dezembro, foi a sede da CGD em Lisboa.

Quando finalmente chegar ao mercado, a Caixa Change vai enfrentar aplicações semelhantes como a sueca SEQR e a MB WAY da SIBS. Apesar de a CGD afirmar que a SEQR não iguala o nível de segurança da Caixa Change e que o foco da MB WAY incide mais fortemente sobre o comércio eletrónico, a verdade é que estas três soluções competirão pela mesma fatia do bolo.

A Caixa Change é associada a um cartão de débito ou de crédito do cliente da CGD e permite que este, através da leitura de um código QR ou da interação remotamente digital com o comerciante, possa pagar por um produto ou serviço. Embora não tenham sido divulgados valores precisos, os responsáveis pela aplicação disseram que serão estipulados montantes limite para que o cliente não gaste mais do que devia. A CGD disse que estas quantias poderão, no futuro, ser ajustadas pelos próprios clientes.

Num estágio inicial, a aplicação será somente disponibilizada para clientes e comerciantes de pequenas dimensões que tenham uma conta na CGD.

Olhando para os tempos vindouros, a Caixa Geral de Depósitos revelou que pretende alargar o serviço a utilizadores que não sejam clientes do banco, uma vantagem de que o MB WAY já dispõe.

A CGD estima que exista uma maior probabilidade de os comerciantes integrarem a Caixa Change no seu sistema, do que adotarem um novo. Mas caso exista alguma incompatibilidade, a Caixa Geral de Depósitos fornecerá o terminal devido.

Assim, a Caixa Change nasce como um serviço que tem por missão reduzir as transações efetuadas através de dinheiro efetivo, permitindo ao cliente livrar-se do incómodo que é andar com trocos no bolso ou na carteira.


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