CEO da Uber não resiste à pressão e demite-se

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Travis Kalanick, que estava de licença sem vencimento, demitiu-se do cargo de CEO da empresa de mobilidade urbana após a imensa pressão colocada pelos accionistas que queriam o afastamento por completo do co-fundador da Uber.

O agora ex-CEO enfrentou um grande escrutínio nas últimas semanas, em virtude da investigação sobre a cultura e as práticas no local de trabalho da empresa que ele ajudou a criar em 2009.

“Eu amo a Uber mais do que qualquer coisa no mundo e, neste momento difícil da minha vida pessoal, aceitei o pedido dos investidores para deixar o cargo e de forma a Uber possa voltar ao desenolvimento em vez de se envolver em outra luta”, afirmou Travis Kalanick, em comunicado ao New York Times.

A saída do executivo “foi uma surpresa para todos” referiu um porta-voz da Uber. Mas a verdade  é que a empresa de capital de risco Benchmark, cujo um dos partners é Bill Gurley, um dos maiores acionistas da Uber e que tem lugar no conselho de administração, bem como os investidores First Round Capital, Lowercase Capital, Menlo Ventures e Fidelity Investments, pressionaram Kalanick a deixar o cargo.

O co-fundador da Uber estava já de licença sem vencimento por tempo indeterminado em virtude, quer da morte da mãe num acidente de barco há menos de 1 mês, quer das recomendações da investigação liderada por Eric Holder, ex-Procurador Público dos EUA, às práticas da empresa.

A investigação iniciada pela Uber foi resultado das queixas de assédio sexual reportadas por uma antiga colaboradora e as conclusões não foram positivas para a empresa, com recomendações de mais controlo e supervisão para que situações semelhantes não voltem a acontecer.

A partida de Travis Kalanick termina com um período tumultuoso para a maior empresa de mobilidade urbana que está avaliada em 68 mil milhões de dólares.

 


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