Centrais nucleares da Coreia do Sul foram alvo de ciberataque

Segurança

O sistema informático da empresa operadora da infraestrutura nuclear da Coreia do Sul foi alvo de um ciberataque, colocando em questão a capacidade de Seoul para defender as suas próprias centrais, principalmente quando faz fronteira com um Estado rival. De acordo com a empresa Korea Hydro and Nuclear Power e com o governo da Coreia

O sistema informático da empresa operadora da infraestrutura nuclear da Coreia do Sul foi alvo de um ciberataque, colocando em questão a capacidade de Seoul para defender as suas próprias centrais, principalmente quando faz fronteira com um Estado rival.

central nuclear coreia do sul

De acordo com a empresa Korea Hydro and Nuclear Power e com o governo da Coreia do Sul, os hackers conseguiram somente deitar a mão a dados de menor relevância e que não existe qualquer ameaça efetiva às instalações nucleares do Estado sul-coreano, incluindo os seus 23 reatores nucleares.

Contudo, as circunstâncias em que ocorreu a investida cibernética são suspeitas, visto ter sido revelada poucos dias após Washington ter acusado a Coreia do Norte de orquestrar o ataque cibernético que devastou o sistema informático da Sony Pictures e que incapacitou a produtora cinematográfica norte-americana.

Apesar de Seoul dizer que não existem quaisquer ameaças iminentes à segurança do país, especialistas afirmam que a integridade dos reatores nucleares poderá estar em xeque.

Suh Kuneyull, membro da Universidade Nacional de Seoul e especialista em design de reatores nucleares, comentou que este incidente evidencia a fragilidade da segurança dos sistemas informáticos e que o completo bloqueio de um ataque desta natureza pode revelar-se irreal.

Apesar do governo estar a investigar o caso, não foi ainda revelada qualquer conclusão.

Seoul, em 2013, acusara o Norte de lançar uma série de ataques cibernéticos contra entidades bancárias e emissoras sul-coreanas.

O Ministério do Comércio, da Indústria e da Energia da Coreia do Sul mostrou-se confiante face às defesas das suas centrais nucleares e a sua capacidade para bloquear ciberataques que possam inviabilizar os reatores.


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