Canon Expo 2015: Região EMEA lidera estratégia de crescimento da Canon

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O diretor-geral da Canon EMEA disse que a Europa é um dos grandes mercados da Canon e que a empresa está apostar na expansão do negócio no continente africano. Durante a Canon Expo 2015, que aconteceu esta terça-feira em Paris, Rokus van Iperen revelou que o reforço do posicionamento nos mercados-alvo e a aposta em produtos e serviços que acrescentam valor ao negócio dos clientes fundamentam a estratégia de crescimento que a Canon tem delineada para os próximos 5 anos.

*em Paris

Depois de a Océ, da qual fazia parte, ter sido adquirida pela Canon em 2010, Rokus van Iperen começou a sua jornada na Canon, onde tem procurado fortalecer a presença da tecnológica nipónica na Europa. Apesar de reconhecer que a austera conjuntura económica que tem caracterizado o continente nos últimos anos não ter sido muito favorável ao desenvolvimento das empresas e aos investimentos, o executivo acredita que o mercado EMEA é um solo fértil para a criação de novos negócios e para o fomento da inovação.

Van Iperen disse que a Canon vai recorrer ao comércio eletrónico para fortalecer a distribuição dos seus produtos e serviços na Europa.

Para além disso, ele referiu que África é uma das grandes apostas da Canon e um dos seus motores da estratégia de crescimento internacional. A tecnológica, como parte destes planos, associou-se à Invest in Africa, uma comunidade de empresas internacionais que pretendem desenvolver o continente, criando oportunidades de negócio.

O executivo sublinhou o desejo da Canon de estar presente “em todas as imagens do mundo”, querendo isto dizer que a empresa está determinada a conquistar a ser uma presença ubíqua nos mercados da impressão, digitalização e gestão.

Quanto a este último item, van Iperen referiu os serviços irista – uma plataforma de gestão de imagens baseada em cloud – e Lifecake – uma solução da subsidiária da Canon, com o mesmo nome, desenhada para permitir que os pais possam guardar e gerir as memórias fotográficas dos seus filhos.

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A Canon tem também procurado capitalizar a crescente penetração de smartphones, que se observa em todo o mundo. Para isso, a empresa criou o programa hdbook, que permite materializar fotografias digitais em álbuns físicos com alta resolução.

Van Iperen disse que a Canon estima que este mercado dos photobooks atinja os 800 milhões de euros em 2018.

Por outro lado, como disse Jeppe Frandsen, diretor do Production Printing Group da Canon Europa, a digitalização, apesar dos desafios que coloca a empresas, como a Canon, cujos negócios nucleares são a impressão, acredita que tem impulsionado a inovação e criado novas oportunidades de negócio.

O diretor-geral da Canon Corporation, Fujio Mitarai, reiterou, no discurso de abertura da Canon Expo 2015, que a Europa é “uma fonte de inovação” e que a região EMEA está repleta de oportunidades e que é essencial para o crescimento da empresa japonesa.

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Mitarai referiu também que a Internet das Coisas (IoT) “está a abrir novos mundos”, acrescentando que “podemos esperar vários novos produtos, serviços e modelos de negócio” derivados desta tendência tecnológica.

As lentes, os sensores e os processadores dão vida à IoT, e o CEO disse que estes são produtos que mantêm a Canon na vanguarda da corrida concorrencial.

Ele aludiu, ainda, às compras da Axis Communications (2015) e da Milestone (2014), duas empresas que permitiram à Canon alcançar a posição de “maior grupo de sistemas de videovigilância do mundo”.

Depois de ter dito que a Canon estava envolvida, desde 2014, no projeto de desenvolvimento do Thirty Meter Telescope (TMT), que a partir de 2020 iniciará operações de exploração do universo, Mitarai declarou estar empenhado em criar uma comunidade de empresas que, a par da Canon, promovam a inovação a nível mundial.


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