Cada vez mais empresas procuram cobertura de seguros cibernéticos

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A seguradora AIG registou, em 2014, um aumento de cerca de 50 por cento da procura de seguros contra ciberataques. Cada vez mais são as empresas que tentam proteger os seus negócios de fugas de dados críticos, pirataria, roubos e software malicioso.

A norte-americana disse que a sua solução de cobertura CyberEdge cobre já, no mercado ibérico, mais de 250 empresas, sendo que mais de 20 são portuguesas. O seguro foi lançado no mercado nacional em 2013.

A adoção do CyberEdge cresceu perto de metade em 2014 e o número de incidentes cibernéticos subiu 30 por cento. Este aumento deveu-se ao facto de as empresas cada vez mais estarem cientes dos perigos a que estão expostas, especialmente se as suas infraestruturas e sistemas informáticos constituírem pilares-mestres do negócio.

Em Portugal, avançam fontes oficiais, a AIG disponibiliza “cobertura para reclamações de terceiros decorrentes de falha na segurança da rede do segurado ou falha na proteção dos dados”; cobertura contra quebras de segurança ou infração de privacidade “cobrindo os custos com notificações, relações públicas e outros serviços que auxiliam na gestão e minimização de um incidente cibernético”; seguro contra “uma interrupção efetiva das operações de negócio do segurado causada por uma falha de segurança do sistema informático, através do reembolso dos lucros cessantes e despesas operacionais”; e proteção aplicável “a ameaças de ataques dolosos à segurança de um cliente por uma entidade externa com o intuito de extorquir dinheiro ou outros valores”.

Em fevereiro, o LA Times noticiou, apoiando-se em análises de especialistas, que o valor do setor dos seguros cibernéticos quase que duplicou entre 2013 e 2014, sendo que este aumento tornar-se-á tendencial ao longo dos próximos anos devido ao crescendo da digitalização dos negócios.


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