Via Verde entra na plataforma da Waze

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A Via Verde vai começar a colaborar com a plataforma pública da Waze, uma aplicação israelita de informações de tráfego em tempo real que foi comprada pela Google há dois anos. Com a assinatura de um acordo de parceria, a marca será integrada na plataforma de partilha de informação mundial Connected Citizens, cujo objetivo é melhorar o congestionamento das estradas.

“A Waze e a Via Verde vão trabalhar em conjunto para aumentar a colaboração com a finalidade de partilhar a informação de clientes e o comportamento dos portugueses na estrada”, explica a Brisa, detentora de 60% da Via Verde. Em resultado, a aplicação da Via Verde terá mais informação de trânsito disponivel para os utilizadores e a Waze terá acesso às informações de trânsito da rede Brisa.

A Via Verde será adicionada aos cerca de 50 parceiros que o programa Connected Citizens tem em todo o mundo, oito dos quais na Europa. Esta plataforma foi desenhada para a partilha de informação de trânsito de forma pública e bidirecional, permitindo aos “Wazers” (os utilizadores da aplicação) saber o que está a acontecer nas estradas perto de si.

Em Lisboa, a app tem 16 mil utilizadores ativos por mês. “O nível de informação da Via Verde irá contribuir para que a app Waze se torne um parceiro chave no futuro”, explica Miguel Guevara Torres, manager partner do Programa Connected Citizens na Waze. Este complemento da Via Verde gerará mais informação, por exemplo, sobre situações como obras, maratonas, inundações ou outro incidente que cause trânsito.

“A Via Verde passou das infraestruturas para a mobilidade, dos carros para as pessoas. A nossa ambição é ser um parceiro de mobilidade ativo”, afirma Luís d’Eça Pinheiro, diretor de marketing da Brisa, referindo que haverá no futuro mais parcerias e negócios colaborativos. O responsável indica ainda que a empresa pretende ser ativa no “desenvolvimento de novas tecnologias e ferramentas de mobilidade.”

O programa alimenta-se da partilha de dados dos “Wazers”, que é gratuita e anónima, além de dados de sensores de trânsito, anúncios públicos e outras informações de estrada, para dar uma visão mais clara das condições globais de trânsito e ajudar a melhorá-las.

Do ponto de vista das cidades e dos gestores das infraestruturas rodoviárias, estas informações em tempo real são uma ajuda no planeamento e conservação. No entanto, a aplicação também tem desvantagens: para fugir ao trânsito em cidades muito congestionadas, como Los Angeles, os condutores são levados a rotas alternativas em zonas residenciais – o que tem gerado críticas por parte dos moradores pelo aumento do tráfego, do barulho e da poluição. O programa Connected Citizens pode ajudar a resolver esta questão.


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