BlackBerry vence NPX em processo de patentes

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A BlackBerry venceu um processo judicial no qual era acusada pela holandesa NXP de violar três das suas patentes. Dois anos depois de a NXP ter processado a BlackBerry, então sob o nome Research In Motion, alegando que tanto o BlackBerry Torch como o Curve integravam tecnologia pertencente à NXP, alienada em 2006 pela Philips

A BlackBerry venceu um processo judicial no qual era acusada pela holandesa NXP de violar três das suas patentes.

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Dois anos depois de a NXP ter processado a BlackBerry, então sob o nome Research In Motion, alegando que tanto o BlackBerry Torch como o Curve integravam tecnologia pertencente à NXP, alienada em 2006 pela Philips Electronics, a tecnológica canadiana ergue-se por fim vitoriosa.

Originalmente, o processo abarcava seis patentes (alegadamente) infringidas. Contudo, algum tempo depois de ter sido iniciado o caso, a NXP abandonou as queixas referentes a três das patentes.

Tão unívocas eram as evidências que os jurados nem de 24 horas precisaram para decidirem a favor da BlackBerry.

Naturalmente, a NXP confessou-se desagradada com o veredicto e assegurou que vai recorrer da decisão.

As patentes sobre as quais a holandesa acusa a BlackBerry de transgressão foram emitidas entre 1997 e 2008 e incluíam licenças nos segmentos da comunicação e do design e manufatura de circuitos integrados.

A BlackBerry fora uma força temível na indústria dos smartphones, mas tem vindo a perder território e quota no mercado para o iPhone da Apple e para os dispositivos que operam sobre o sistema operativo Android da Google.

Steve Zipperstein, diretor do Departamento Legal da BlackBerry, disse que a empresa está deveras satisfeita com o veredicto do júri.

No decorrer do processo foi ainda revelado que as patentes relativamente às quais a NXP reivindicava a culpabilidade da BlackBerry não eram sequer válidas.

Os processos litigiosos são ainda o escudo e a espada das fabricantes de dispositivos móveis na guerra de patentes.

“ (…) ansiamos por um tempo em que as empresas tecnológicas não sejam forçadas a gastar tempo e enormes quantias de dinheiro a defenderem-se contra casos de patentes tão superficiais como este, e, em vez disso, invistam os seus recursos na fomentação da inovação”, avançou Zipperstein.

A vitória acontece numa altura em que a empresa canadiana está a perder terreno no belicoso mercado dos smartphones. O da BlackBerry foi o único sistema operativo para smartphones a registar constantes resultados negativos, ano após ano, de acordo com a IDC.


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