Estudo: Banca não tem estratégia digital

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Apenas um em cada quatro bancos (24%) na região da Europa, Médio Oriente e África (EMEA) desenvolveu e implementou uma estratégia holística de transformação digital para maior interação e envolvimento com os clientes, diz um estudo divulgado pela SAP.

O estudo também mostrou que, embora 96% dos bancos inquiridos tivessem concluído algum tipo de iniciativa de transformação digital, há ainda muito espaço para melhorias.

Os resultados do estudo “The Digital-Reddy Bank” mostram que a transformação muitas vezes ocorre apenas no front-office, criando “ilhas de inovação” que impedem os bancos de retirar os benefícios da transformação digital a um nível organizacional.

Diz a SAP que o principal desses benefícios é a capacidade dos bancos em reduzirem custos em conjunto com a capacidade de continuarem a oferecer uma experiência otimizada e personalizada aos clientes.

Conduzido pela IDC Financial Insights e patrocinado pela SAP, o estudo “The Digital-Ready Bank” inquiriu 250 bancos de retalho e corporativos na região da EMEA.

Outras conclusões chave do estudo são as seguintes

  • Um em cada cinco bancos (21%) inquiridos tem atualmente um chief digital officer (CDO). A IDC acredita que um em cada dois bancos terá um CDO ou líder digital que conduzirá a transformação digital na instituição bancária até 2020.
  • A pesquisa mostrou uma correlação positiva entre o envolvimento precoce das tecnologias de informação (TI) e a taxa de sucesso das iniciativas de transformação digital; 57% dos projetos em que as TI estiveram presentes na fase inicial de uma iniciativa de transformação digital, foram considerados bem-sucedidos pelos entrevistados do sector bancário.
  • 40% dos inquiridos indicam que a transformação digital permanece uma iniciativa de front-office com vista a melhorar a experiência do cliente.
  • Um em cada cinco bancos afirmou que a transformação digital incluiu principalmente trabalho de infraestrutura.

“Não há dúvida de que os bancos da EMEA estão a criar valor acrescentado aos seus clientes através de projetos de transformação digital, mas vislumbro um futuro ainda mais brilhante”, afirmou em comunicado Laurence Leyden, diretor-geral para o negócio de serviços financeiros da SAP EMEA.

“Ao esbaterem as linhas entre as iniciativas de back-office e front-office e ao criarem uma abordagem holística para a transformação digital, os bancos podem fazer evoluir os seus serviços para o cliente, tornando-se um parceiro para toda a vida”.

Jerry Silva, diretor de investigação do IDC Financial Insights, admite que para a transformação digital se entranhar no DNA e na estratégia de um banco é preciso que exista um líder – e esse é o CDO. “O papel do CDO ainda é novo e está a amadurecer, mas deve focar-se no alinhamento dos diferentes segmentos da organização e dos diferentes processos de tecnologia em torno de um objetivo comum, nomeadamente um maior envolvimento e retenção de clientes”.

O estudo descobriu que os elementos-chave na criação da transformação digital na empresa incluem uma cultura colaborativa e um foco no núcleo digital que envolve tecnologias analíticas, abertas e ágeis. Um outro elemento-chave foi a vontade de estabelecer parcerias com fornecedores externos, como startups FinTech, fornecedores de tecnologia e empresas de serviços não financeiros, que os clientes valorizam.


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